sábado, 31 de outubro de 2015

Conversas de Sábado

Conversas do almoço de Sábado aqui por casa: cremar ou enterrar? Discussão controversa enquanto degustávamos uma perninha de perú assada no forno.

"Eu cá acho a cremação bastante higiénica... ser enterrado é uma porcaria".

"Mas com a cremação a pessoa desaparece muito rápido!"

"A mim faz-me mais confusão saber que tenho um ente querido a apodrecer num sítio qualquer..."

"E quando cremamos, onde pomos as cinzas? Em casa, num potinho? E depois se o potinho não combina com o resto da decoração?"

"E se o potinho cai enquanto estamos a fazer limpeza e aspiramos a avó?"

"Quanto a mim, podem cremar-me e espalhar as cinzas lá no cimo da serra."

"Tão longe?! Espalhamos já aqui... ou ficas no cinzeiro do carro."

"E o vento que faz na serra? Era preciso direccionar bem a coisa, se não ainda ficavas  toda agarrada a mim."

"Sim, já não basta agora, ias manter o hábito de forma póstuma."

"Mas a Igreja Católica opõe-se à cremação... diz que se viemos do pó, ao pó temos de tornar..."

"Por favor! E pó não é cinza, queres ver? É mais pó do que ser comido pelas minhocas!"


E pronto, é isto. Pelo menos o perú estava bem bom.



Inté*

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Falta pouquinho

Hoje, quando pousei os pezinhos no escalão da porta, lembrei-me que daqui a menos de três meses, vou começar a sair pela porta de outra casa. Não me senti triste; mas fiquei com saudades...

Já uma vez aqui mencionei que, não poucas vezes, consigo sentir saudades de coisas que ainda não vieram. E ter saudades de coisas que ainda se têm? 

Olha que isto...



Inté*

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Desculpa lá

Eu gosto muito da minha mana e sei que ela gosta muito de mim, mas de vez em quando lá nos desentendemos. Na sequência de uma dessas zangas, a mana desculpou-se (afinal eu tinha razão!..) presenteando-me com uma planta, num vasinho verde pequenino - era um cacto.

Um dia destes, estava eu a pensar numa coisa qualquer, quando pousei os olhos no dito cacto. Anos depois do acontecido, estranhei a escolha da planta. "Um cacto?! Para pedir desculpas? Um monte de pequeninos espinhos para fazer as pazes?..."

Por momentos, pareceu-me uma escolha tão inadequada! Mas depois, tendo em conta o tempo que a plantinha leva ali, pensei que afinal talvez não tenha sido uma ideia assim tão descabida. Afinal, um cacto dura uma eternidade, não murcha... tudo o que se deseja para um laço que se cria entre duas pessoas.

Bem sei que a mana não pensou em nada disto quando comprou o vasinho - ela é muito mais pragmática, não perde tempo à procura de subtilidades em tudo o que vê. Mas parece que, ainda que sem querer, acertou em cheio.

É, é isso. Rosas estão sobrevalorizadas.



Inté*

domingo, 25 de outubro de 2015

Queixinhas...

Então é assim, os próximos três dias apresentam um grande potencial de dar cabo da minha pessoa. E ainda hoje é Domingo e eu já estou a esperar ansiosamente pela Quarta-feira à noite para me livrar de horários malucos e de actividade extra. Eu bem sei que quem se quis meter em trabalhos fui eu. E não me arrependo, mas vai doer um bocado!...

Por outro lado, eu prefiro dias ocupados a dias vazios (com muitas oportunidades para pensar e divagar naquilo que não devo). Então é melhor assim: ocupar esta cabecinha, cabecinha teimosa, deixá-la cansada o suficiente para não dar aso a introspecções.

Sigaaaa!


Inté*

Sou uma chata...

Parece que, desde há algum tempo, algumas pessoas acham por bem não vacinarem os filhos. Só porque sim. Só porque ouviram alguém dizer que as vacinas provocam autismo... porque é fixe ser contra o sistema. Porque os outros estão vacinados e então não é necessário vacinar o próprio filho.
Gostei da imagem que vos apresento abaixo e por isso deixo-a aqui, para que se dissipem algumas dúvidas:  




Inté*

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Dia de Urgência

Acabado o turno do dia de urgência, guarda-se o estetoscópio, pendura-se a bata. Um gesto simbólico do cair do pano do dia que acabou. Analogia merecida, dadas as cenas - umas mais dramáticas que outras... - a que tantas vezes assistimos (e de que somos protagonistas, também). 
Se conseguíssemos espreitar por detrás da bata pendurada, quantas histórias veríamos das horas que ali passámos; quantos olhares ali ficaram presos; agradecimentos; frustrações... Às vezes, acho que ao despi-la, deixo cair algumas destas histórias. Quantas coisas se perdem no fim daquele dia. Pobre bata. Mais pobre de quem precisa de alguém que a carregue.

Acabado o turno, cai o pano, mas só para alguns. Uma porta é o limite entre o Serviço de Urgência e o mundo corriqueiro. E como custa a acreditar que apesar da doença ali dentro, a vida segue lá fora! Que enquanto eu entro no carro para voltar para casa, há quem fique lá atrás; há quem já não conheça outra moradia. 
É um pensamento egoísta este de pensarmos que a nossa morte é o fim de tudo. Nós morremos e não há uma folha que deixe de cair, uma noite que não venha... tudo fica na mesma. Nós somos mesmo pequeninos.


Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Alberto Caeiro



Inté*

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Curta palavragem III

Às vezes, custa-me perceber se estou cheia ou se tenho fome...

Estas hormonas dão cabo de mim.



Inté*

Para quem não pode fazer nada

Sabem aquela sensação de querermos fazer algo de útil mas não sabemos bem o quê? Pois bem, hoje deixo-vos umas dicas.

A primeira, é o site da Amnistia Internacional. Se acederem a este site, para além de poderem ajudar de muuuuitas outras formas, podem também assinar as petições que fizerem mais sentido para vocês. Dois minutinhos do vosso tempo que podem fazer toda a diferença. A Amnistia Internacional já conseguiu resolver alguns casos graças às nossas assinaturas. 


Outra forma de ajudar: se vai viajar, saiba que há uma forma de ajudar a Amnistia Internacional sem qualquer custo adicional. Basta fazer a reserva através deste link do serviço Booking. Quer se tratem de viagens de negócios ou de viagens pessoais de lazer, as marcações através deste link vão possibilitar que, por cada noite reservada, dois euros sejam doados à Amnistia Internacional. Sem custos adicionais!



Se fornecerem o vosso e-mail, têm a possibilidade de serem frequentemente informados sobre novos casos. Podem também fazer um like na página do Facebook.


A seguinte dica é para vos relembrar que os clientes Meo podem converter os seus pontos em donativos para diferentes instituições. Basta acederem à vossa área de cliente e procederem à troca dos vossos pontos.


Gestos pequeninos, sem custos e que podem fazer a diferença.



Inté*

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Doutores e doutores




Quando esta tirinha foi publicada na página do Armandinho, algumas pessoas disseram que os médicos iam sentir-se ofendidos.

Na verdade, quando vi a ilustração pela primeira vez, fiquei na dúvida se seria realmente dirigida aos médicos ou a todos aqueles que se auto proclamam "doutores" com base em... sei lá. É que se ganhou um amor muito grande àquele "Dr-zinho" que vem antes do nome. Perderam-se os títulos da nobreza e veio o Dr. para os substituir - o ser humano gosta muito de se sentir distinguido (não exactamente por aquilo que faz, mas antes pelo estatuto que tem ou que faz crer que tem).

Por isso, hoje em dia, quase todos somos doutores de alguma coisa. Às vezes, basta estarmos sentados atrás de uma secretária, mesmo que não façamos nada durante todo o dia, e já somos doutores. Não é fabuloso? Como vamos então distinguir os verdadeiros doutores dos doutores auto-proclamados? Fácil. Os verdadeiros doutores nunca exigem ser tratados como tal; são, na maioria das vezes, pessoas realmente simples que sabem que o seu valor está naquilo que são e naquilo com que contribuem para o Mundo, portanto, não necessitam ganhar visibilidade exigindo aos outros que os tratem de certa maneira. 

Os doutores auto-proclamados não têm nada que sustente o seu Dr; a vida não plantou neles um ego satisfatório, pelo que é necessário colmatar essa lacuna. Além disso, aparentemente, não têm nada que faça crer aos demais que sejam doutores então, uma vez que o Dr. não é proferido espontaneamente, é preciso pedir (com um tom autoritário para mascarar a imploração) que os tratem como tal. E às vezes, as pessoas até se esquecem desse pormenor porque, enfim, não há nenhum aspecto que lhes recorde que aquela pessoa possa mesmo ser diferente, e mais uma vez, o doutor auto-proclamado, reaviva a memória com um "António, não; Doutor António".

Porquê? Não sabemos.

Mas reparem, este costume matarroano que ganhámos de nos afeiçoarmos a um Dr. em vez de gostarmos ser tratados pelo nosso nome, cada vez tem menos razão de ser. Quando o varredor na rua (sem qualquer intenção de desvalorizar a profissão) for tratado por doutor, os doutores auto-proclamados vão continuar a querer serem tratados por Dr.? Acreditam mesmo que um Dr. faz de alguém uma pessoa melhor e mais amada?

E já agora, para que serve o Dr.? Dá descontos no Cartão Continente?...


 
Inté*

Falta um mês!

Falta exactamente um mês para o exame do Harrison, já várias vezes abordado por aqui.

Um mesinho para rever matérias e limar arestas.

Um mesinho para se verem livres de dias e dias de estudo e sacrifício.
Eu bem sei que vocês vão desabafando com quem está à vossa volta. Mas não é fácil para o comum mortal perceber que é necessário estudar um ano inteiro a fio para um exame; que é necessário abdicar de muitas saídas, de muitos serões com a família, de muitas horas de sono e de tantas, mas tantas outras coisas para conseguirmos um bom resultado. 

Apesar de alguns aspectos cómicos que essa grande empreitada possa assumir, só quem passa por ela é que compreende verdadeiramente o que é o Harrison.

Força. Já está quase!



Inté*


domingo, 18 de outubro de 2015

Dia do Médico

Dois minutinhos de pausa para vos dizer que hoje é o Dia do Médico!




Que haja sempre muitos médicos merecedores do título de heróis. Que mais do que a capa e a máscara, tenham lá dentro um coração assim muito, muito grande, cheio de super poderes.



Inté*

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Parece que sim

Aqui a menina anda mais ocupada. E prevê-se que o fim-de-semana seja bastante preenchido também. O lado positivo é que estão a dar chuva para os próximos dois dias, pelo que o incentivo a ficar em casa a trabalhar sempre é um pouco maior do que quando o Sol está radiante lá fora.

Um bom fim-de-semana para vocês!

("fim-de-semana" ainda leva hífen? Já nem sei...)



Inté*

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Estou no hospital

Manhê é uma mãe galinha. Não do tipo galinha-pega-monstros, daquelas que nos sufocam com tantos cuidados e apego. Mas é preocupada que chegue... sobretudo quando chove a potes e eu pego no carro para ir trabalhar.

Mas Manhê fica descansada quando, chegada ao meu emprego, lhe digo: "estou no hospital".

Poucas mães se devem sentir aliviadas com este tipo de mensagens.



Inté*


domingo, 11 de outubro de 2015

Ai as voltas que isto dá!

Quando dizemos que alguém saiu ou foi dar um passeio, nunca dizemos apenas que a pessoa foi; dizemos que a pessoa foi dar uma volta. Partimos do princípio que a pessoa foi mas virá outra vez. 

Quando dizemos: "foi dar uma volta", na verdade, aquilo que dizemos não é que alguém está ausente, mas antes que essa pessoa já está de regresso. Saltamos, quase que ansiosamente, a parte da ida e mencionamos somente a vinda; assim numa espécie de saudades que manifestamos sem querer.

O mesmo não acontece quando mandamos alguém dar uma volta. A intenção seria que essa pessoa não voltasse mais. Mas, mais uma vez, as palavras possuem melhor carácter do que quem as profere - sugerem que quem nos incomoda, nos abandone temporariamente mas acabe por voltar. Para um pedido de desculpas, talvez?

Algumas vezes, as palavras conseguem ser melhores do que nós.



Inté*

sábado, 10 de outubro de 2015

Bonito, bonito...

... vai ser estar de urgência no dia da Latada.

Acho que vai ser divertido.



Inté*

Vai passar, Sr. Doutor?

Vai passar, Sr. Doutor?

É o que perguntamos quando o médico nos diz que estamos doentes. Se ele disser que sim, que vai passar, até parece que a dor deixa de doer tanto e que podemos correr um bocadinho mais depressa em direcção àquele dia em que sim, em que já passou. 

Já passou, já passou!

É o que a Mãe diz quando somos pequeninos e caímos desamparados. Depois do trambolhão, mesmo que doa, já passou. E passava sempre.

Mas há coisas que não passam, não é? Ou melhor, há coisas que doem exactamente porque já passaram. Mas passaram no tempo que nós calendarizamos, aquele que medimos com relógios, porque parece haver outra escala qualquer em que as coisas que já passaram, demoram mais a passar.




Inté*


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Desafio

A Confessions in Pink passou-me este desafio. Ora aqui vai:


Sou muito... perfeccionista. Chego a pensar se por acaso não terei alguns traços de um distúrbio obsessivo compulsivo.

Não suporto... gente lenta.

Já me zanguei... muitas vezes.

Quando era criança... parecia um menino.

Neste exacto momento... estou na preguiça!

Morro de medo de... ui, esta aqui não posso responder :P

Sempre gostei de.... comer!

Se eu pudesse... inventava chocolate 0 calorias.

Adoro sentir-me... útil. Frase de Miss Universo, já sei. Mas é capaz de ser também defeito de profissão.

Não gosto... de gastar dinheiro! Sou uma forreta, admito.

Fico feliz... com um livro e uma lareira acesa.

Se pudesse voltar atrás no tempo... não voltava.

Quero viajar... muito!

Eu preciso... de dormir. Umas oito horinhas seguidas já faziam de mim uma pessoa feliz.

Não gosto... outra vez? Não gosto de muitas perguntas!



Inté*

Solas e sapatos

Estive a olhar atentamente para os meus sapatos. As suas solas não enganam ninguém: eu tenho um andar estúpido. A minha tendência é gastar mais o lado exterior da sola do que o de dentro. Como é que eu faço isso? Não tenho a menor ideia mas, imaginando a posição que o pé deve assumir para que eu consiga tal proeza. sinto-me uma potencial contorcionista.

Tive uma vez um tutor que me conhecia pelo andar (acho que até já mencionei essa história por aqui. É chato repetir as mesmas coisas, sobretudo para quem lê, mas depois de alguns anos de blogue é quase inevitável. É como aquelas reuniões de família em que as pessoas contam histórias que já ouvimos vezes e vezes sem conta, mas continuamos a agir como se fosse a primeira vez, para evitar indelicadezas. Mas adiante). 

O meu andar é igual ao da Manhê, mas o andar da Manhê não é igual ao da Avó. A Avó tem um andar muito delicado e baloiçado, um pezinho à frente do outro, sem erro. Não sei como ela faz ou de onde lhe vem essa música. Já nós, não herdámos tanta elegância. Eu pelo menos, insisto num andar que a mana chama de "andar à pato" e não levanto suficientemente os pés. Pés muito assentes na terra... se calhar, às vezes, deviam levantar mais um bocadinho.




Inté*

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Continuando...

Na onda de um comentário que a Nádia do blogue Perdida em Combate fez no post anterior, sugiro então a seguinte saudação no dia de aniversário:

"Parabéns! Está mais perto do seu funeral".

Ou então,

"Parabéns por estar cada vez mais perto das quatro tabuinhas", para usarmos um eufemismo.

Olhem, por falar nisto, descobri que há um lar de idosos chamado "Lar do Divino", um nome muito infeliz na minha opinião. Todos temos a noção de que muitos daqueles que chegam ao lar, jamais dali sairão. Mas um nome destes dá ideia de que se trata de uma espécie de Via Verde, com o pessoal a ter acesso directo ao andar de cima... horrível.



Ai, meus caros leitores, desculpem o chorrilho de disparates que praqui vai, mas quando durmo pouco, não me dá para a rabujice, mas dá-me para estas coisas.



Inté*

Os Parabéns

Uma vez disse a um amigo meu que nem sempre deveríamos dar os "parabéns" a quem faz anos. Bem sei que foi isto que foi estipulado ao longo do tempo, como felicitação pelo aniversário do visado, mas parabenizar alguém só porque está vivo e nasceu sem consentimento do próprio... sei não.

Por outro lado, há pessoas que merecem verdadeiramente ouvir os nossos "parabéns"; pela vida bonita e útil que escolheram viver, pela maneira como conseguem marcar de forma positiva as vidas alheias. Nesse casos sim, vale a pena dar os parabéns por conseguir cumprir mais um ano de vida verdadeira.

Bem sei que isto é uma análise levada ao extremo e que não interessa absolutamente para nada. Mas caramba, dar os parabéns a alguém porque não teve outra escolha se não nascer... todos nós temos conseguido essa proeza. Vamos dar os parabéns só porque alguém está vivo? Olha que treta...


Inté*

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Vamos falar de coisas alegres

E hoje que devia ser feriado, pá?


Caraças.



Inté*

Quanto mais me bates mais eu gosto de ti

Agora que temos novamente o Coelhinho como nosso Primeiro Ministro, umas quantas ideias assolam-me a mente.

# A coligação voltou a ganhar no dia mundial do animal. Se calhar foi isto que confundiu as pessoas.

# Somos assim tããão amnésicos? É verdade que hoje em dia o voto se tornou não no voto para o melhor, mas no voto para o menos mau... mas caramba, votarem na mesma merda? Chiça! Incompreensível.

# Como é que é possível que nas entrevistas de rua ninguém queira votar na coligação e, ainda assim, ela saia vitoriosa?? (Ainda que, neste ponto, eu dê o benefício da dúvida; quando temos pessoas que dizem ponderar votar no PaF, para dizerem logo de seguida que nunca votariam no PSD+CDS, não poderíamos esperar muita coisa...)

# Já sei que hoje vou passar o dia a ouvir as pessoas dizerem que não votaram no PaF. Típico. Nunca ninguém vota no partido/coligação que ganha... 

# Acho que nem o Pedrinho acredita que se mantém no poleiro. Certamente, estará a comentar com os seus botões: "Porra, mas depois de pôr estes gajos todos a chupar pelo caroço de uma azeitona, eles voltam a querer-me como Primeiro Ministro?!". Reforço positivo para o Coelhinho continuar no seu quase plano de extinção de portugueses bem nutridos (ou será um plano contra a obesidade e eu ainda não dei conta?...)

# Parece-me bem que continuemos com mais uns cortes nos salários, uns aumentozitos nos impostos. O povinho gosta é de ser açoitado. A dor e o sacrifício purificam e parece que dão votos também.

# E pensar que o Paulo Portas teve o apoio de tantos portugueses! Um homem que funciona como uma prostituta política, cúligando-se com quem lhe der jeito... Porra. 

# Não sei se me frustra mais pensar no desGoverno que temos, ou na população que temos que apoia este desGoverno...


Sinceramente, não consigo compreender. 




Inté*



domingo, 4 de outubro de 2015

Urnas - estranhas coincidências

Não deixa de ser curioso que depositemos o nosso voto numa urna. "Urna" também é o termo utilizado para designar o recipiente onde se guardam as cinzas dos mortos. Será apenas uma coincidência fonética? Depositarmos a nossa esperança, sob a forma de um voto, num objecto que carrega os mortos...

Reparem que até durante o próprio acto eleitoral, as pessoas se deslocam silenciosamente em fila em direcção a uma caixa negra, tal qual como numa procissão fúnebre. 

Se de facto a nossa esperança morre quando a deixamos ali naquelas caixinhas, que seja para mais tarde dar lugar a uma fénix.


Inté*

sábado, 3 de outubro de 2015

O melhor remédio




Inté*

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Hoje é um dia feliz!

Se eu tivesse criado o Mundo, provavelmente ele não ia ser tão bonito.
Só uma mão muito delicada e um coração muito grande conseguiria imprimir tantas estrelinhas no Céu - pequeninos sinos fulgentes que ardem ali para sempre.
Só um pincel muito fino conseguiria dar cor às asas dos passarinhos para depois, com um pequeno sopro, fazê-los levantar da palma da mão num voo tão leve e delicado.
Agora que penso nisso,
Se eu tivesse criado o Mundo, certamente ele não seria tão bonito.
Mas ainda assim, se eu tivesse criado o Mundo, 
Eu encontraria uma maneira de ficarmos velhinhas as duas - tu primeiro e eu depois.
Tu já velhinha, não envelhecias mais até eu chegar junto a ti.
Então, uma vez que eu te alcançasse, crescíamos as duas mais um bocadinho, sentadinhas à janela.
E íamos embora também as duas, com a mesma idade, no mesmo dia, ao mesmo tempo.
Porque o Mundo que eu conheço, não conhece dias sem ti.


Parabéns, Mãe!


Inté*

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Curta palavragem II

Pessoas que dizem "drivado de..." sem saberem bem porquê.

Um minuto de silêncio por todas elas.



Inté*