Saudades de coisas que nunca tivemos. É uma sensação muito estranha...
Inté*
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Escolher a Especialidade
Ora, para quem não está muito a par do assunto, um estudante de Medicina, após acabar o curso, faz um exame (o famoso Harrison de que eu já falei aqui) cuja nota conta para a escolha da especialidade. Após o exame, que é em Novembro, os novos médicos têm um pequenino período de férias, sendo que em Janeiro iniciam o chamado "Ano Comum". No fundo, o Ano Comum é um ano de preparação para a entrada na especialidade, em que o novo médico tem oportunidade de passar por várias áreas.
Quase no final do ano comum (geralmente no mês de Dezembro - a data concreta só Deus sabe!), temos de escolher a especialidade. Somos organizados por ordem decrescente de nota do exame e, obviamente, quem tem melhor nota escolhe primeiro.
Agora que a data está cada vez mais próxima, mais as nossas conversas giram em volta deste assunto: "E o que é que eu vou escolher?", "E se já não houver vaga naquilo que eu quero não sei o que fazer!"... e por aí fora. Há quem entre em pânico, há quem não entre e é assim a nossa vida. É difícil escolhermos uma especialidade que à partida será o que faremos para o resto da nossa vida; todos os dias; nos dias bons e nos dias menos bons...
Um aspecto muito importante é, sem dúvida, o nosso orientador. Há quem tenha muita sorte e tenha um orientador espectacular que se interessa por ajudar, que estimula a autonomia, que sabe muito e ensina!. E também há quem não tenha tanta sorte. Mas vamos pensar positivo!
Uma amiga minha diz que quer um orientador competente. Bonito não, porque corre o risco de se distrair enquanto o moço fala e depois não aprende nada. Então acho que é isso - entrar de preferência na primeira opção e ter um orientador competente... e aparentemente horrível. Pronto vá, feio.
Inté*
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
O Dilema do Carro da Polícia
Hoje saía eu do estacionamento do Lidl, quando passou por mim um jipe da polícia. Dei-lhe prioridade, como era minha obrigação mas, tratando-se do estatuto da viatura, dei-lhe mesmo muita prioridade. Lá fui eu então atrás da polícia, o que é sempre melhor do que o contrário.
Ora acontece que Senhor Polícia não "desengomava", e íamos ali os dois, quase numa procissão, a 30km/hora, numa recta linda onde o limite, apesar daquilo parecer uma autoestrada, é de 50km/hora. Tinha portanto, alguma margem de manobra e senti-me tentada a ultrapassar o senhor agente. Mas caramba, era o carro da polícia e eu fiquei naquela de "passo ou não passo? Eu até passava... mas é um carro da polícia! Mas ultrapassar não é infracção nenhuma... vou ultrapassar!"
E sabem que mais? Não ultrapassei. Só me safei do raio do jipe numa rotunda, um pouco mais à frente...
Mariquinhas.
Mariquinhas.
Inté*
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Uma boa questão
Há quem chegue ao cúmulo de dizer em público que sente repulsa de pessoas gordas.
Eu pergunto-me se, com pessoas a sentirem nojo umas das outras por este tipo de coisas sem importância nenhuma, alguma vez conseguiremos educar as novas gerações para a tolerância interindividual...
Se temos nojo de gordos (ou de magros, tanto faz), como é que haveremos nós de conviver pacificamente com deficientes, pretos, amarelos, baixos, surdos...? É triste ainda termos este tipo de preconceitos. Contudo, ficamos muito chocados com a criminalidade, com a violência que vemos nas ruas e nas notícias. Mas, se pensarmos bem, a base de tudo isto é exactamente a mesma - é esta falta de amor e de empatia pelo outro.
Inté*
domingo, 20 de setembro de 2015
Estou tramada
Na próxima semana, a Manhê e o Beau-père vão à Suíça. Isso significa que, durante cerca de duas semanas, eu e a mana vamos ficar com a casa por nossa conta. Até poderíamos aproveitar estes dias para umas brutas festanças, uma ramboiada total, mas o espírito teenager já se extinguiu há algum tempo, com a mana a estudar para o exame do Harrison e eu a trabalhar.
Na verdade, a ida da Manhê deixa-me um tanto ou quanto melancólica, antevendo já todas as saudades e a falta que esta senhora me fará. Todos estes sentimentos antecipados tornam-me bastante vulnerável aos pedidos feitos pela Manhê - não sou capaz de dizer que não a nada. Manhê sugere que devemos fazer um bolinho, a Estudante faz; Manhê diz que quando chegar a casa tem de passar a roupa a ferro, Estudante passa; e por aí fora.
Aaaaiiiiiiiiiiii... que coração tão fraquinho.
Inté*
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Perfeito
Vamos fazer história. E vamos fazer com que a história dos refugiados seja uma história feliz.
Inté*
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