Sabes uma coisa?
Tu até podes achar que é por acaso que o teu nome começa no Mar, mas não é.
Ou que todo ele é Natureza só porque sim.
Agora lembra-te de tudo o que conseguiste na tua vida e pensa bem em todas as coisas bonitas que conquistaste.
Não sei se foi o teu nome que te tornou naquilo que és ou se és tu quem faz jus ao teu nome... Mas não é por acaso que o teu nome começa no Mar.
Inté*
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
As normas
O aeroporto do Porto ou de Lisboa é um aeroporto como outro aeroporto qualquer - os aeroportos onde estive, mesmo lá fora, a bem dizer, são bastante semelhantes, tirando um ou outro aspecto. Cumprido o check-in e a passagem pela segurança, somos imediatamente lançados num espaço comercial, repleto de ofertas, promoções, oportunidades únicas (!). Existem, inclusivamente, aeroportos em que não é possível dirigirmo-nos para as portas de embarque sem passarmos primeiro pela superfície comercial. E isto parece-me errado.
Ora, foi numa dessas vezes em que eu aguardava um voo que pensei na mediocridade de tudo isto. Reparem como todo o nosso modo de vida gira em torno do consumo. Os aeroportos são verdadeiros centros comerciais. Seria a única alternativa?... Certamente não, mas é de certo, a mais lucrativa em termos económicos. Reparem como visitar um shopping durante o fim-de-semana é o programa de tantos nós; como damos um pulinho a uma loja para "passarmos o tempo". Analisando mais atentamente estes nossos hábitos, chega a parecer ridículo que vivamos assim... não acham? Vivemos para ter.
Já imaginaram como as nossas vidas seriam diferentes se não vivêssemos num Mundo tão capitalista e consumista? Atenção que eu não estou a dizer que é um sistema errado ou certo; estou apenas a questionar-me. Para nós é "normal" vivermos assim porque nunca vivemos noutro sistema. Mas imaginem como seria viver numa sociedade educada para outro tipo de valores e ambições. Talvez deixássemos de querer aquele emprego para conseguirmos aquele carro e aquela casa; talvez não tivéssemos de ir viver para longe da nossa família; talvez isso nos poupasse muita ansiedade e stress. Talvez.
Parece-me de uma pequenez tremenda o facto de qualquer espaço vazio ter como primeira opção uma loja. E parece-me incorrecto que num aeroporto, voltando um pouco atrás, me obriguem a entrar num espaço comercial. Este tipo de iniciativa/sistemas (nem sei como lhes chamar) não será um atentado à nossa liberdade? Porque eu quero apanhar um voo, não quero ir às compras... então por que raio sou cuspida no meio de um corredor cheio de perfumes e chocolates e souvenirs? Não compreendo. E mais; acho que o facto de, de alguma forma, contribuirmos para a perpetuação deste modo de vida, nos diminui. Porque nós somos muito mais do que seres consumistas; temos tantas capacidades, tantos talentos... porque é que acabámos num sistema que fomenta sobretudo o interesse no dinheiro?!
Inté*
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Não é verdade...
Não é verdade que as pessoas se apaixonam pelas pessoas boas e inteligentes, pelas pessoas interessantes, pelas pessoas com sonhos, pelas pessoas alegres, pelas pessoas exemplares.
As pessoas apaixonam-se... porque sim. Pensem: quantos dos vossos amigos, daqueles mesmo espectaculares, divertidos, impecáveis, são solteiros? Se o amor obedecesse a regras, as boas pessoas seriam as primeiras a encontrar o amor... e isso acontece assim com tanta frequência?
Por outro lado, o amor não acontece só às pessoas bonitas, magras e bem vestidas. Não acontece só aos modelos, aos príncipes e às princesas.
Ele vai acontecendo, aqui e ali, sem pré-aviso, quando lhe apetece.
Inté*
Alegrar a cozinha
Vou partilhar convosco alguns pequenos pormenores (não que eu seja uma grande cozinheira...) que, pelo menos a mim, me alegram um bocadinho o paladar:
- pôr tomilho no creme de legumes;
- usar cominhos em pó na sopa de feijão;
- comer os ovos cozidos com uma pitada de pimenta e mostarda;
- canela... em quase tudo! No leite, na aveia do pequeno-almoço, nos iogurtes...;
- pôr gengibre no chá.
E vocês? Têm algum truque para deixar a comida mais apetitosa?
Inté*
- pôr tomilho no creme de legumes;
- usar cominhos em pó na sopa de feijão;
- comer os ovos cozidos com uma pitada de pimenta e mostarda;
- canela... em quase tudo! No leite, na aveia do pequeno-almoço, nos iogurtes...;
- pôr gengibre no chá.
E vocês? Têm algum truque para deixar a comida mais apetitosa?
Inté*
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Esse conceito do "overthinking"...
Eu tenho uma cabeça hiperactiva. Eu não me considero hiperactiva, mas a minha cabeça é. Oh se é! Quase parece uma entidade separada de mim... E, para melhorar as coisas, é predominantemente nocturna. Quantas vezes eu me deito e tudo aqui em cima fervilha: revejo os doentes, os exames que pedi, penso no pessoal lá de casa, no que hei-de fazer para comer no dia seguinte, nas coisas que disse, que fiz... a minha cabeça dá comigo em maluca. Sabem aquela história de "calar a mente"? Sentarmo-nos durante cinco minutos e não pensar em nada? Mas afinal, o que é isso?! Porque eu não me lembro de alguma vez ter conseguido não pensar em nada. E quando me esforço para o fazer... ai Jesus, parece que se levanta um tornado cá dentro!
"Vá lá Estudante, não penses em nada". E imediatamente me assolam dúvidas de como é possível não pensar, de que eu não consigo fazer tal coisa e então, o suposto exercício de relaxamento, dá comigo em doida! Solto um palavrão (ou dois, assim na loucura) e volto à minha rotina de neurónios hiperactivos e sinapses autónomas. Eu acho que esta cabeça dava luz se ligada a um dispositivo próprio. Não pelas ideias, mas antes pela sua incessante actividade.
Que caraças, como eu gostava de às vezes, conseguir desligar o andar de cima!
Inté*
...
Considero-me uma pessoa bastante pacífica.
Mas, ah, saudade! Eu matava-te já e alegava legítima defesa!
Inté*
domingo, 7 de agosto de 2016
Alguma coisa está mal...
Vivemos à base de comprimidos. Se queremos ter memória, tomamos comprimidos; se queremos ser magros, tomamos comprimidos; se não temos apetite, tomamos comprimidos; se estamos tristes, tomamos comprimidos...
Os comprimidos quase substituíram as pessoas. Já não temos direito a estar tristes; deixou de ser natural estar triste na sequência da perda de alguém. E então, mais um comprimido quando, na verdade, o que falta é uma companhia. Tanta gente sem ninguém que vive à base de antidepressivos quando, na verdade, o melhor antidepressivo era um abraço, um carinho. Subvalorizamos as pessoas; sobrevalorizamos os fármacos. Porque ir ao médico e não levar uma receita é inaceitável. Porque um ben-u-ron não chega; é preciso um nome mais sonante, uma coisa mais cara. Mas se o comprimido é caro, também não há dinheiro para o comprar... a menos que seja Calcitrin, esse vale a pena.
Vejam bem que até vendemos comprimidos pela televisão! Estamos a banalizar o uso da medicação e a torná-la a alternativa (indesejável, a meu ver) a estilos de vida saudáveis e a valores e princípios, como a solidariedade social.
Douramos a pílula e tomamo-la também.
Inté*
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