Minha gente, há por aqui uma equipa de Cirurgia que é coisinha para alegrar a vista.
Estou capaz de cortar um dedinho.
O mindinho, vá. Só assim um corte de três pontinhos...
Inté*
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Elogios
CUIDADO: vou ser má. E crucificada talvez, mas vou ter de desabafar convosco porque é algo que está aqui dentro, muitas vezes adormecido, é certo, mas que as redes sociais insistem em despertar em imensas ocasiões, e me deixa doente.
Vocês sabem que o valor dos elogios é muito relativo, certo? Por exemplo, elogios vindos da mãe ou da avó devem ser sempre alvo de um atento escrutínio, dada a sua clara falta de imparcialidade. A Manhê e a Avó também dizem sempre que eu sou muito linda e isso em mim já não tem efeito extremamente nenhum (talvez entre -10 e zero, vá) porque eu sou uma pessoa com um espelho redondo na casa-de-banho e porque sei que a realização pessoal não passa por uma carinha laroca e, portanto, convivo bem com a minha ausência de beleza (ausência de beleza... Não é o mesmo que ser-se feio).
Ora bem, acredito que a maioria de vocês tenha Facebook (essa coisa inútil que eu não desactivo porque me ajuda a recordar alguns eventos e datas de aniversário) e, portanto, estarão familiarizados com esse fenómeno que eu muito carinhosamente apelidei de "mentira descaradona". E que fenómeno é esse, Estudante? Passo já a explicar.
Sabem quando alguém coloca uma fotografia e surgem comentários como "que linda!", "Uau! Que gata", "Estás maravilhosa", e outros que tais, que fazem alusão a uma beleza inexistente, cuja visualização só pode ser explicada por um amor incondicional por parte de quem escreve ou por interesses doutro tipo? Não vos faz confusão?... ver como a pessoa não foi abençoada por Deus com os pós da beleza e, ainda assim, é alvo deste tipo de comentários? Eu acho ofensivo... porque é mentira, claramente!
Todos nós já fomos vítimas deste tipo de comentários, certo? Mesmo até em reuniões de família. E é tão constrangedor! Eu acho quase ofensivo que alguém me elogie desta forma porque, ou a pessoa quer ser agradável, ou é zarolha de todo.
Mas há elogios piores! Também já devem ter reparado naqueles indivíduos que, e isto é mais frequente nas felicitações de aniversário, elaboram grandes discursos em que o visado é a "melhor pessoa do Mundo", "com um coração enorme", "super inteligente", "grande amigo" bla, bla, bla... e vocês assistem impotentes a algo que sabem ser completamente mentira e sem sentido nenhum mas não são capazes de desmentir. Enfim.
Há formas de elogiar sem mentir. Podemos dizer que gostamos do vestido, do anel, do corte de cabelo... não é preciso dizer ao Shrek que está bonito, compreendem?
E quanto às qualidades da pessoa, idem. A pessoa é amiga dos animais? Tudo bem, óptimo! É altruísta, ajuda os outros... podemos ficar por aí. Não é preciso dizer que é boa em tudo o que faz, que tem um QI acima da média. Cada um é o que é e isso é que tem valor.
Atribuir a alguém qualidades que não tem é menosprezar aquelas que realmente possui, compreendem? Como se não fossem suficientes! Como se, para além daquilo que é, devesse ser mais alguma coisa...
E isso está mal, caramba.
Inté*
Meu querido mês de Agosto
O mês de Agosto é, por tradição, o mês das férias. Grande parte das pessoas está neste momento a relaxar algures sob um Sol estupendo e ao som das marés. Mas isso significa também que o pessoal no serviço está reduzido e que aqueles que asseguram o bom funcionamento das instituições se vêem um pouco mais sobrecarregados do que o normal.
Trabalhar em Agosto é então difícil por dois motivos: porque vemos a malta toda a ir de férias e porque temos mais trabalho.
Assim, "Meu querido mês de Agosto" é o nome de código desta missão que é trabalhar com menos colegas, com muito mais doentes (a população aumenta bastante com os emigrantes que voltam a casa e com os turistas) e com muito mais calor. Objectivo: sobreviver mais duas semanas.
Mais duas semanas para eu poder envergar uma medalha de honra com a inscrição: eu sobrevivi ao querido mês de Agosto.
Inté*
Trabalhar em Agosto é então difícil por dois motivos: porque vemos a malta toda a ir de férias e porque temos mais trabalho.
Assim, "Meu querido mês de Agosto" é o nome de código desta missão que é trabalhar com menos colegas, com muito mais doentes (a população aumenta bastante com os emigrantes que voltam a casa e com os turistas) e com muito mais calor. Objectivo: sobreviver mais duas semanas.
Mais duas semanas para eu poder envergar uma medalha de honra com a inscrição: eu sobrevivi ao querido mês de Agosto.
Inté*
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
A Ponte dos Espiões
Durante a Guerra Fria, um advogado Americano é incumbido da defesa de um espião Soviético e posteriormente, auxilia a CIA nas negociações para a troca deste espião por um piloto Americano capturado após um acidente de avião.
Uma descrição muito breve (e aquém) deste grande filme onde, mais uma vez, Tom Hanks demonstra que é um dos melhores actores de sempre e, obviamente, Steven Spielberg nos brinda com uma produção extraordinária.
Adorei o filme!
Inté*
domingo, 14 de agosto de 2016
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Fim-de-semana graaande!
Fim-de-semana prolongado e a Estudante está de Urgência no Sábado.
Olhando para o calendário, e tendo em conta que as escalas de urgência são rotativas e que portanto, é possível prever os dias de serviço de urgência até ao final do ano, estive e vou estar a trabalhar em praticamente todos os fins de semana prolongados ou fins-de-semana com possibilidade de ponte.
É assim a viola.
Inté*
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
O tema do momento
Não é difícil que, em situações de crise, a nossa tendência seja romantizar um pouco os acontecimentos. Porque é também em situações de catástrofe e de total caos que vemos como, apesar de todo o mal, as pessoas conseguem ter actos maravilhosos (quase inacreditáveis!) de altruísmo e solidariedade.
A calamidade dos incêndios que têm devastado o nosso país não é excepção. Em primeiro lugar, todos os Bombeiros são de uma dedicação sem medidas. Depois temos as populações que acarinham estes seus soldados da paz, com comida, com companhia, com trabalho no campo... e tantas outras histórias que haverá de bondade e que nós nunca viremos a conhecer. No fundo, no meio de toda a escuridão de que se reveste esta catástrofe, há ainda espaço para coisas bonitas.
Contudo, é importante que a situação seja encarada tal como é: uma calamidade, um crime. Antes de constituir uma situação de actos de união, força e coragem, é uma catástrofe. Não podemos perder o foco. Muitos dos fogos (eu julgo que praticamente todos...) têm mão criminosa e podem ser prevenidos com a instituição de certas medidas. Os fogos não são acontecimentos inevitáveis; não são aquele "acontecimento de Verão" já "normal", em que uns destroem e outros constroem. Não são momentos bonitos em que grupos de pessoas dão a vida pela floresta e pelos outros. Portanto, embora encaremos estes acontecimentos com uma certa comoção, temos de encará-los também com a determinação, a indignação (e raiva, talvez!) de quem se revolta contra a ausência de medidas preventivas concretas!
Sou de opinião que os incêndios são uma fonte de lucro bastante significativa. De que forma? Não sei exactamente. Quem lucra? Não faço a mínima ideia. Mas um cenário que se repete anos a fio, completamente expectável, sem que ninguém tome quaisquer providências é porque dá dinheiro a alguém, não há outra justificação para isto.
Fogos por causa do calor, do Sol... a sério? Se assim fosse, metade do Mundo estaria a arder! Olhem, como se diz cá no Norte, não me fo***!
Inté*
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