... se pelas melgas, se pelo prédio dos 30 anos.
Acontece que a minha casa parece um viveiro de melgas. Antes de me deitar, cumpro o ritual de olhar bem para as paredes à procura desses vampirinhos disfarçados. Filhas da mãe, ferram-me a noite toda! E ainda por cima não sabem trabalhar caladas! São fêmeas, de certeza... pelo menos, picavam-me com a boquinha fechada, em vezes de andarem a zumbir-me aos ouvidos aquele "ZZZzzz" irritante. Em suma, eu detesto melgas e sou uma pessoa feliz quando lhes dou uma valente vassourada.
Ora acontece que, na passada 2ª-feira de manhã estava uma melga pousada numa das paredes da casa-de-banho. Tinha de lhe limpar o sebo! Ou isso, ou arriscar-me a não dormir outra vez. Então, num movimento tipo matrix (que se revelou tremendamente mal sucedido), equilibrei-me na borda da sanita para acertar no pequeno demónio. Maldita a hora... o raio da sanita cedeu, eu desequilibrei-me e a melga voou a rir-se.
Irra, pá! Melga - 1, Estudante - 0 e uma sanita potencialmente inutilizada. Foi o pânico. Não imaginam o terror que é a perspectiva de não ter onde... cagar. O meu primeiro pensamento foi: ainda bem que vou trabalhar.
À hora de almoço, voltei a casa predisposta a resolver a situação. A senhoria não atendia o telefone e, portanto, não havia outro remédio senão tentar dar um jeito na bela asneirada que tinha feito. Avaliei a situação e lembrei-me que em Ortopedia se endireitam pernas e braços fazendo o movimento contrário àquele que levou à lesão. Portanto, se a sanita estava elevada à esquerda e ligeiramente rodada, o truque era rodá-la no sentido inverso e tentar baixá-la. E assim foi. Lá voltou a pequena ao seu sítio e vocês nem acreditam no alívio que eu senti quando a vi pronta a usar!
E nada de piadas quanto ao meu peso, ouviram? Aquela coisa cedeu porque os parafusos já estão moídos, 'tá? Bem, bem.
Inté*