quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Os Parabéns

Uma vez disse a um amigo meu que nem sempre deveríamos dar os "parabéns" a quem faz anos. Bem sei que foi isto que foi estipulado ao longo do tempo, como felicitação pelo aniversário do visado, mas parabenizar alguém só porque está vivo e nasceu sem consentimento do próprio... sei não.

Por outro lado, há pessoas que merecem verdadeiramente ouvir os nossos "parabéns"; pela vida bonita e útil que escolheram viver, pela maneira como conseguem marcar de forma positiva as vidas alheias. Nesse casos sim, vale a pena dar os parabéns por conseguir cumprir mais um ano de vida verdadeira.

Bem sei que isto é uma análise levada ao extremo e que não interessa absolutamente para nada. Mas caramba, dar os parabéns a alguém porque não teve outra escolha se não nascer... todos nós temos conseguido essa proeza. Vamos dar os parabéns só porque alguém está vivo? Olha que treta...


Inté*

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Vamos falar de coisas alegres

E hoje que devia ser feriado, pá?


Caraças.



Inté*

Quanto mais me bates mais eu gosto de ti

Agora que temos novamente o Coelhinho como nosso Primeiro Ministro, umas quantas ideias assolam-me a mente.

# A coligação voltou a ganhar no dia mundial do animal. Se calhar foi isto que confundiu as pessoas.

# Somos assim tããão amnésicos? É verdade que hoje em dia o voto se tornou não no voto para o melhor, mas no voto para o menos mau... mas caramba, votarem na mesma merda? Chiça! Incompreensível.

# Como é que é possível que nas entrevistas de rua ninguém queira votar na coligação e, ainda assim, ela saia vitoriosa?? (Ainda que, neste ponto, eu dê o benefício da dúvida; quando temos pessoas que dizem ponderar votar no PaF, para dizerem logo de seguida que nunca votariam no PSD+CDS, não poderíamos esperar muita coisa...)

# Já sei que hoje vou passar o dia a ouvir as pessoas dizerem que não votaram no PaF. Típico. Nunca ninguém vota no partido/coligação que ganha... 

# Acho que nem o Pedrinho acredita que se mantém no poleiro. Certamente, estará a comentar com os seus botões: "Porra, mas depois de pôr estes gajos todos a chupar pelo caroço de uma azeitona, eles voltam a querer-me como Primeiro Ministro?!". Reforço positivo para o Coelhinho continuar no seu quase plano de extinção de portugueses bem nutridos (ou será um plano contra a obesidade e eu ainda não dei conta?...)

# Parece-me bem que continuemos com mais uns cortes nos salários, uns aumentozitos nos impostos. O povinho gosta é de ser açoitado. A dor e o sacrifício purificam e parece que dão votos também.

# E pensar que o Paulo Portas teve o apoio de tantos portugueses! Um homem que funciona como uma prostituta política, cúligando-se com quem lhe der jeito... Porra. 

# Não sei se me frustra mais pensar no desGoverno que temos, ou na população que temos que apoia este desGoverno...


Sinceramente, não consigo compreender. 




Inté*



domingo, 4 de outubro de 2015

Urnas - estranhas coincidências

Não deixa de ser curioso que depositemos o nosso voto numa urna. "Urna" também é o termo utilizado para designar o recipiente onde se guardam as cinzas dos mortos. Será apenas uma coincidência fonética? Depositarmos a nossa esperança, sob a forma de um voto, num objecto que carrega os mortos...

Reparem que até durante o próprio acto eleitoral, as pessoas se deslocam silenciosamente em fila em direcção a uma caixa negra, tal qual como numa procissão fúnebre. 

Se de facto a nossa esperança morre quando a deixamos ali naquelas caixinhas, que seja para mais tarde dar lugar a uma fénix.


Inté*

sábado, 3 de outubro de 2015

O melhor remédio




Inté*

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Hoje é um dia feliz!

Se eu tivesse criado o Mundo, provavelmente ele não ia ser tão bonito.
Só uma mão muito delicada e um coração muito grande conseguiria imprimir tantas estrelinhas no Céu - pequeninos sinos fulgentes que ardem ali para sempre.
Só um pincel muito fino conseguiria dar cor às asas dos passarinhos para depois, com um pequeno sopro, fazê-los levantar da palma da mão num voo tão leve e delicado.
Agora que penso nisso,
Se eu tivesse criado o Mundo, certamente ele não seria tão bonito.
Mas ainda assim, se eu tivesse criado o Mundo, 
Eu encontraria uma maneira de ficarmos velhinhas as duas - tu primeiro e eu depois.
Tu já velhinha, não envelhecias mais até eu chegar junto a ti.
Então, uma vez que eu te alcançasse, crescíamos as duas mais um bocadinho, sentadinhas à janela.
E íamos embora também as duas, com a mesma idade, no mesmo dia, ao mesmo tempo.
Porque o Mundo que eu conheço, não conhece dias sem ti.


Parabéns, Mãe!


Inté*

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Curta palavragem II

Pessoas que dizem "drivado de..." sem saberem bem porquê.

Um minuto de silêncio por todas elas.



Inté*