sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Solas e sapatos

Estive a olhar atentamente para os meus sapatos. As suas solas não enganam ninguém: eu tenho um andar estúpido. A minha tendência é gastar mais o lado exterior da sola do que o de dentro. Como é que eu faço isso? Não tenho a menor ideia mas, imaginando a posição que o pé deve assumir para que eu consiga tal proeza. sinto-me uma potencial contorcionista.

Tive uma vez um tutor que me conhecia pelo andar (acho que até já mencionei essa história por aqui. É chato repetir as mesmas coisas, sobretudo para quem lê, mas depois de alguns anos de blogue é quase inevitável. É como aquelas reuniões de família em que as pessoas contam histórias que já ouvimos vezes e vezes sem conta, mas continuamos a agir como se fosse a primeira vez, para evitar indelicadezas. Mas adiante). 

O meu andar é igual ao da Manhê, mas o andar da Manhê não é igual ao da Avó. A Avó tem um andar muito delicado e baloiçado, um pezinho à frente do outro, sem erro. Não sei como ela faz ou de onde lhe vem essa música. Já nós, não herdámos tanta elegância. Eu pelo menos, insisto num andar que a mana chama de "andar à pato" e não levanto suficientemente os pés. Pés muito assentes na terra... se calhar, às vezes, deviam levantar mais um bocadinho.




Inté*

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Continuando...

Na onda de um comentário que a Nádia do blogue Perdida em Combate fez no post anterior, sugiro então a seguinte saudação no dia de aniversário:

"Parabéns! Está mais perto do seu funeral".

Ou então,

"Parabéns por estar cada vez mais perto das quatro tabuinhas", para usarmos um eufemismo.

Olhem, por falar nisto, descobri que há um lar de idosos chamado "Lar do Divino", um nome muito infeliz na minha opinião. Todos temos a noção de que muitos daqueles que chegam ao lar, jamais dali sairão. Mas um nome destes dá ideia de que se trata de uma espécie de Via Verde, com o pessoal a ter acesso directo ao andar de cima... horrível.



Ai, meus caros leitores, desculpem o chorrilho de disparates que praqui vai, mas quando durmo pouco, não me dá para a rabujice, mas dá-me para estas coisas.



Inté*

Os Parabéns

Uma vez disse a um amigo meu que nem sempre deveríamos dar os "parabéns" a quem faz anos. Bem sei que foi isto que foi estipulado ao longo do tempo, como felicitação pelo aniversário do visado, mas parabenizar alguém só porque está vivo e nasceu sem consentimento do próprio... sei não.

Por outro lado, há pessoas que merecem verdadeiramente ouvir os nossos "parabéns"; pela vida bonita e útil que escolheram viver, pela maneira como conseguem marcar de forma positiva as vidas alheias. Nesse casos sim, vale a pena dar os parabéns por conseguir cumprir mais um ano de vida verdadeira.

Bem sei que isto é uma análise levada ao extremo e que não interessa absolutamente para nada. Mas caramba, dar os parabéns a alguém porque não teve outra escolha se não nascer... todos nós temos conseguido essa proeza. Vamos dar os parabéns só porque alguém está vivo? Olha que treta...


Inté*

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Vamos falar de coisas alegres

E hoje que devia ser feriado, pá?


Caraças.



Inté*

Quanto mais me bates mais eu gosto de ti

Agora que temos novamente o Coelhinho como nosso Primeiro Ministro, umas quantas ideias assolam-me a mente.

# A coligação voltou a ganhar no dia mundial do animal. Se calhar foi isto que confundiu as pessoas.

# Somos assim tããão amnésicos? É verdade que hoje em dia o voto se tornou não no voto para o melhor, mas no voto para o menos mau... mas caramba, votarem na mesma merda? Chiça! Incompreensível.

# Como é que é possível que nas entrevistas de rua ninguém queira votar na coligação e, ainda assim, ela saia vitoriosa?? (Ainda que, neste ponto, eu dê o benefício da dúvida; quando temos pessoas que dizem ponderar votar no PaF, para dizerem logo de seguida que nunca votariam no PSD+CDS, não poderíamos esperar muita coisa...)

# Já sei que hoje vou passar o dia a ouvir as pessoas dizerem que não votaram no PaF. Típico. Nunca ninguém vota no partido/coligação que ganha... 

# Acho que nem o Pedrinho acredita que se mantém no poleiro. Certamente, estará a comentar com os seus botões: "Porra, mas depois de pôr estes gajos todos a chupar pelo caroço de uma azeitona, eles voltam a querer-me como Primeiro Ministro?!". Reforço positivo para o Coelhinho continuar no seu quase plano de extinção de portugueses bem nutridos (ou será um plano contra a obesidade e eu ainda não dei conta?...)

# Parece-me bem que continuemos com mais uns cortes nos salários, uns aumentozitos nos impostos. O povinho gosta é de ser açoitado. A dor e o sacrifício purificam e parece que dão votos também.

# E pensar que o Paulo Portas teve o apoio de tantos portugueses! Um homem que funciona como uma prostituta política, cúligando-se com quem lhe der jeito... Porra. 

# Não sei se me frustra mais pensar no desGoverno que temos, ou na população que temos que apoia este desGoverno...


Sinceramente, não consigo compreender. 




Inté*



domingo, 4 de outubro de 2015

Urnas - estranhas coincidências

Não deixa de ser curioso que depositemos o nosso voto numa urna. "Urna" também é o termo utilizado para designar o recipiente onde se guardam as cinzas dos mortos. Será apenas uma coincidência fonética? Depositarmos a nossa esperança, sob a forma de um voto, num objecto que carrega os mortos...

Reparem que até durante o próprio acto eleitoral, as pessoas se deslocam silenciosamente em fila em direcção a uma caixa negra, tal qual como numa procissão fúnebre. 

Se de facto a nossa esperança morre quando a deixamos ali naquelas caixinhas, que seja para mais tarde dar lugar a uma fénix.


Inté*

sábado, 3 de outubro de 2015

O melhor remédio




Inté*