Todos nós, penso eu, idealizamos certos aspectos da nossa vida. Há quem chame a isso "sonhos", outros optam pela designação mais pragmática de "objectivos", mas independentemente daquilo que lhe quisermos chamar, todos acabamos por delinear pequenas ideias e desejos para o resto dos nossos dias.
Fico muitas vezes a pensar se os meus sonhos - eu gosto de chamar-lhes assim - serão os mais apropriados. As minhas ambições não passam pela administração de um grande hospital, pela chefia de uma qualquer instituição ou pelo prémio Nobel. Não sou por isso, à luz dos ideais actualmente estabelecidos, uma pessoa de grandes ambições. Haverá outros aspectos igualmente importantes, certo?
Mas, de todos os sonhos que passam por esta cabeça e coração, será que algum será verdadeiramente útil a alguém? Será que não serão apenas uma forma de satisfação pessoal? Serão úteis a alguém além de mim?
O que interessa ao Mundo que eu conheça muitos países, que tenha uma família grande? Faz alguma diferença que eu tenha uma casa perto do mar ou no meio da serra? Melhora a vida de alguém que eu tenha um grande jardim onde os meus cães possam correr à vontade? Eu acho que não...
Chego à conclusão de que estou a sonhar pouco; de que, no geral, talvez grande parte de nós, sonhe pouco. Temos de sonhar também pelos outros... se calhar, sonhar aquilo que outros não sabem que deveriam sonhar.
Chego à conclusão de que estou a sonhar pouco; de que, no geral, talvez grande parte de nós, sonhe pouco. Temos de sonhar também pelos outros... se calhar, sonhar aquilo que outros não sabem que deveriam sonhar.
Inté*
