Provavelmente, existirão poucas coisas capazes de nos preencherem tanto como uma viagem. Viajar, ouvir línguas diferentes, ver pessoas diferentes, descobrir novos hábitos, descobrir diferenças em pequenos pormenores... é tão refrescante e libertador!
É certo que hoje em dia, com o acesso que temos às tecnologias, que nos permitem visitar um lugar mesmo antes de o podermos fazer presencialmente, o factor surpresa acaba por ser sempre um pouco atenuado.
Acho que, apesar de todas as vantagens deste nosso Mundo tão informatizado, uma das possíveis desvantagens é que quase nada nos é desconhecido: já ouvimos falar, já vimos na televisão, já vimos fotografias... claro que ver através de um ecrã de computador ou de uma televisão nunca é a mesma coisa do que fazê-lo presencialmente. Mas um dia, eu gostava de experimentar uma surpresa verdadeira, daquelas que provavelmente as pessoas tinham há um século atrás quando, por exemplo, deixavam o interior do país para visitar o litoral; quão extraordinário seria ver o mar pela primeira vez! Esta é uma sensação que nós, provavelmente nunca teremos, pelo menos não na magnitude em que os nossos antepassados a vivenciaram.
Invejo-os por isso... eu queria ter aquela sensação de surpresa que nos rouba um batimento cardíaco ou dois.
Inté*