Este Verão consegui (felizmente!), ler bastante. Eu adoro ler, sempre adorei e acho que é uma bênção gostar de uma actividade que se pode fazer em quase todo o lado e que, ainda por cima, pode ser totalmente grátis se tivermos uma biblioteca por perto.
Dois dos livros que li foram O Homem de Constantinopla e Um Milionário em Lisboa, do José Rodrigues dos Santos. De todos os livros que li deste autor, estes são, até ao momento, os meus favoritos. Baseados na vida de Calouste Gulbenkian, dão-nos uma perspectiva muito interessante do Mundo dos finais do séc. XIX e início do séc. XX. Além disso, abordam também a história do Genocídio Arménio em 1915. Confesso que desconhecia esta passagem tão negra da nossa história. Geralmente, o Genocídio que ocorreu durante a II Guerra Mundial ocupa as nossas mentes como o mais importante massacre de sempre e, mais grave, como o último. Pensamos ingenuamente que, após o extermínio levado a cabo pelos nazis, o Mundo aprendeu a lição e que nunca mais algo de semelhante pode acontecer novamente. Mas será mesmo assim?...
Quando li a história do Genocídio Arménio durante a Primeira Guerra Mundial, percebi como no nosso Mundo os cenários de guerra, de maldade e de catástrofe tendem a repetir-se. Se de facto aprendêssemos alguma coisa com os nossos erros e com o sofrimento Humano, o massacre do povo Arménio pelos Turcos teriam impedido o Holocausto, que aconteceu, imaginem só, menos de 30 anos depois! Incrível, não é?
Será que o nosso Mundo está a salvo de outra maluqueira como a que aconteceu sob as ordens de Hitler?... E não será que temos tendência a subvalorizar certos acontecimentos (como a guerra na Síria, por exemplo) por pensarmos que o auge da maldade foi o Genocídio da Segunda Guerra Mundial? Eu acredito que, por vezes, caímos nesse erro.
Inté*