sábado, 28 de dezembro de 2013

Prendas de Natal: o que muda à medida que crescemos

Quando somos pequenos, os nossos principais desejos de Natal são muito concretos: bonecas, bonequinhas, carros (... e hoje em dia, brinquedos mais tecnológicos). Enfim, uma infinidade de coisas. Depois crescemos mais um bocadinho, e começamos a desejar  bens mais abstratos e menos coisas, até que um dia, já muito crescidos, deixamos de querer coisas e os itens abstratos passam a ser os nossos únicos desejos (muita saúde, muita alegria, muito amor, muita paz).

Porém, apesar desta mudança significativa de prioridades, se assim lhe podemos chamar, uma ideia permanece na cabeça dos adultos que é a de que o Pai Natal, neste caso a vida, uma entidade divina ou que cada um entender, providencia tudo aquilo que desejamos. É aí que me parece que os mais pequenitos nos batem aos pontos na realização dos seus desejos. Primeiro, porque aquilo que querem pode ser facilmente adquirido e segundo, porque acreditam que o merecem uma vez que, durante todo o ano, mediante uma ameaça mais séria da Mãe, frequentemente verbalizada pela frase: "se não te portares bem não há prendas!", esforçam-se por merecer tudo aquilo que recebem.

Nós adultos neste ponto, somos bastante ingénuos porque acreditamos que o sucesso, o amor, as expectativas realizadas, entre outros, nos caem no sapatinho sem esforço; que tudo é obra da sorte e do acaso... E começar a acreditar que, apesar dos imprevistos, os mais importantes condutores da nossa vida somos nós?

Vamos deixar de acreditar no Pai Natal, por favor?



Inté*

6 comentários:

Pink Stuff! disse...

Gostei!

Jota Esse disse...

Não concordo totalmente com a última parte. Acho é que com o tempo deixamos de acreditar primeiro no Pai Natal e a seguir, com as porradas que a vida nos dá, deixamos de acreditar até nos sonhos. Começamos a perceber que nos esforçámos tanto, que fizemos tanto pela vida e recebemos tão pouco em troca, que desanimamos e deixamos de lutar. Como um afogado, à medida que vamos perdendo as forças, deixamos de nos debater.
Não digo que esta seja a atitude certa, mas viver às vezes é extenuante. Mesmo para mim, que desejo tanto viver até aos 500 anos. :)

Jedi Master Atomic disse...

Quem é que acredita que cai tudo de mão beijada? Não conheço ninguem assim.

Estudante disse...

Pink Stuff: :)

Jota Esse: se calhar às vezes também não canalizamos as energias para onde deveríamos, não sei... acho que às vezes também caímos no erro de insistir no que não vale a pena... mas o meu ponto de vista não passa disso mesmo, um ponto de vista :) viver pode ser extenuante, concordo contigo e cada um tem uma vida diferente :)

Jedi Master Atomic: ahaha :P cheira-me a ironia!

anokas disse...

Deixar de acreditar no Pai Natal???? estudante, nunca!!! :P

Estudante disse...

anokas: ahaha :P