segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Segundo nome

Manhê decidiu que suas duas filhas não teriam segundo nome. Provavelmente, o facto de ela mesma ter sido baptizada com dois nomes próprios, terá exercido uma grande influência nesta sua decisão (muito acertada, do meu ponto de vista). Tradicionalmente, o segundo nome só surge quando a coisa está muito feia. Poderá ter a vantagem de alertar para que algo terrível está para acontecer, o que já não é possível para quem como eu só tem um nome. Mas como o tom de voz da Manhê sempre transpareceu as suas intenções, nunca tive muita dificuldade em prever eventuais sermões e outros do género.

Por outro lado, o meu nome tem um diminutivo muito sugestivo e, embora seja uma pessoa extremamente feliz quando me tratam pelo diminutivo (é ver este coraçãozinho a derreter-se todo), a verdade é que cá em casa, a intenção com que é utilizado não será apenas como uma manifestação de carinho, englobando toda uma estratégia de persuasão.

O "inha" traz quase sempre consigo um pedido associado. Eu já sei que quando me tratam assim, é porque querem pedir alguma coisa e estou tramada... sobretudo quando vem acompanhado por um inclinar de cabeça e um sorriso muito aberto.

Safei-me do segundo nome, mas não da chantagem emocional.



Inté*

10 comentários:

Jedi Master Atomic disse...

Então se não tens 2 nome isso quer dizer que "Amarelo" é apelido? :P

Ju Figueiredo Silva disse...

"Joaninha"? :P Eu, infelizmente, tenho segundo nome..por acaso os meus pais nunca o utilizavam, só alguns amigos meus para me gozarem, pois é coisa que deteeesto!

Estudante disse...

Jedi Master Atomic: é apelido! Ahaha :P

Ju Figueiredo Silva: ahaha :P não me lembrei desse pormenor, mas tens razão... o segundo nome também pode contribuir para sermos gozados na escola e na praxe :P

S* disse...

ahahah É um facto... o namorado, quando me trata por Inha, é porque fez algo de mal...

Estudante disse...

S*: ahaha :P

Jota Esse disse...

Não sei se existe a versão feminina de Agostinho, que não é diminutivo de Agosto.
Com esse nome é mais difícil perceber a chantagem emocional. E também não me parece que alguma mãe antes de dar um raspanete ao filho o chame:
Agosto, anda cá que temos de ter uma conversa! ahahah
Bom ano novo.

Carpe diem to me disse...

Feliz 2014!!!
Beijinhos :)

Estudante disse...

Jota Esse: ahaha :P coitados dos Agostinhos... Obrigada e igualmente :)

Carpe diem to me: obrigada e um excelente 2014 para ti :)

Paula disse...

Ainda bem que Manhê acertou... olha se não tivesses gostado da ideia?...

Estudante disse...

Paula: pois é!... :P