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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Cá por coisas...

Vocês acharam o meu último post agressivo, não foi?

Mas em minha defesa tenho a dizer que, esta semana, um dos temas debatidos num desses estupendos programas da manhã da televisão portuguesa foi baseado na pergunta "porque é que os homens coçam os testículos?" 

Pois é. Chegámos a este ponto, meus amigos. Não existem, certamente, assuntos mais interessantes do que tentar compreender porque é que há homens que são... vamos lá, um bocado para o porcalhão. E terem utilizado o termo testículos já não foi nada mau! Espantou-me o facto de não terem aderido a analogias leguminosas.

Olhem, mudando de assunto: amanhã, pela hora de almoço, chegam a Manhê e o Beau-père. A ementa prevista é um patê de ovos para a entrada, sopinha de couve coração de boi e tomilho, caldeirada de raia e pudim de caramelo. Parece-vos bem? 


Inté*

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Vamos falar de coisas boas?

No próximo fim-de-semana vou receber a visita da Manhê e do Beau-père; vão ficar uma semaninha cá em casa. A Manhê é daquelas pessoas que torna tudo mais bonito  - é assim uma espécie de toque de Midas.

Quando esteve cá em Julho, parecia que a cidade tinha ficado cheia de luz. Para ela tudo é bonito, tudo vale a pena; fala com toda a gente, descobre mercearias que eu nunca tinha visto em seis meses, fica a saber o nome do peixeiro, da senhora da papelaria, do merceeiro... enfim. A Manhê tem uma energia que contagia.

Sabem quando nos desenhos animados aparece uma fada que com um toque da varinha de condão faz aparecer uma cortina de cores que vai cobrindo o cenário? Assim com uns pozinhos brilhantes que vão caindo sobre a paisagem? É a Manhê.



Inté*

sexta-feira, 25 de março de 2016

Cozinhamentos

Cozinhar é uma forma de amar as pessoas. Aprendi isso com a Manhê. A maneira como a Manhê cozinha só pode ser de alguém que gosta muito de nós. Não digo que quem não cozinha não tenha capacidade de amar; não é isso. Cozinhar é só mais uma forma de demonstrar carinho, entre tantas outras. Mas é quase a minha preferida. É por isso que a Manhê fica triste quando não comemos tudo (tal e qual como quando éramos pequeninas...). Quando desvíamos alguma coisa para a borda do prato, é um bocadinho de amor que fica ali sem ser consumido. Eu gostava que a Manhê não levasse isso de forma tão literal... 


Inté*

quinta-feira, 10 de março de 2016

Gaivotas

Quando a chuva dá uma trégua, costumo sentar-se à beira rio. Só assim. Ali sentada a ver como os barquinhos vão e vêm. E a ver as pessoas nos seus passeios em família.
E as gaivotas. E outros pássaros, de uma cor castanha malhada, que eu não sei como se chamam. As gaivotas são tão grandes! Impressiona-me a leveza com que voam; são do tamanho de uma grande galinha, mas com o triplo da leveza e elegância. Prefiro uma cidade com gaivotas do que com pombos. Contudo acho que, em certos aspectos (ora pensem lá quais...), gaivotas a sobrevoar as nossas cabeças podem causar muito mais estragos...

Tenho pena que as gaivotinhas tenham de pescar com este frio. A água deve estar tão fria! E elas lá vão, pousam na água e apanham um peixe! Tudo bem que as penas são impermeáveis... mas e as patas? Devem andar sempre com as patinhas frias...

A Manhê não podia ser uma gaivota; ela detesta ter os pés frios.

A propósito, as gaivotas também gostam de bolachas Maria. O outro dia deixei umas migalhinhas no parapeito da sala de reuniões do hospital e houve uma avezinha que foi lá buscá-las.



Inté*

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Estou no hospital

Manhê é uma mãe galinha. Não do tipo galinha-pega-monstros, daquelas que nos sufocam com tantos cuidados e apego. Mas é preocupada que chegue... sobretudo quando chove a potes e eu pego no carro para ir trabalhar.

Mas Manhê fica descansada quando, chegada ao meu emprego, lhe digo: "estou no hospital".

Poucas mães se devem sentir aliviadas com este tipo de mensagens.



Inté*


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Hoje é um dia feliz!

Se eu tivesse criado o Mundo, provavelmente ele não ia ser tão bonito.
Só uma mão muito delicada e um coração muito grande conseguiria imprimir tantas estrelinhas no Céu - pequeninos sinos fulgentes que ardem ali para sempre.
Só um pincel muito fino conseguiria dar cor às asas dos passarinhos para depois, com um pequeno sopro, fazê-los levantar da palma da mão num voo tão leve e delicado.
Agora que penso nisso,
Se eu tivesse criado o Mundo, certamente ele não seria tão bonito.
Mas ainda assim, se eu tivesse criado o Mundo, 
Eu encontraria uma maneira de ficarmos velhinhas as duas - tu primeiro e eu depois.
Tu já velhinha, não envelhecias mais até eu chegar junto a ti.
Então, uma vez que eu te alcançasse, crescíamos as duas mais um bocadinho, sentadinhas à janela.
E íamos embora também as duas, com a mesma idade, no mesmo dia, ao mesmo tempo.
Porque o Mundo que eu conheço, não conhece dias sem ti.


Parabéns, Mãe!


Inté*

terça-feira, 10 de março de 2015

Esse super poder!


Eu tenho saudades daqueles dorzinhas e probleminhas que tínhamos quando éramos pequeninos. Daqueles que passavam quando a Mãe nos dava um beijinho ou uma bolacha. Na verdade, não é exactamente dessas dores que eu tenho saudades; eu tenho saudades da rapidez com que tudo desaparecia, como que por magia. Agora as coisas não passam assim... não é pela perda de capacidades da Mãe, é só porque crescemos e as coisas menos boas também vão crescendo connosco.
 
Lembro-me do dia em que me apercebi como era triste para a Mãe chegar à conclusão de que já nem tudo em mim poderia ser curado com um beijinho ou outro miminho dela. Deve ser ingrato para as Mães serem inicialmente apetrechadas de tantos super-poderes e depois descobrirem que, à medida que nós crescemos, esses poderes se vão tornando cada vez menos eficazes.
 
Não é que se tenham tornado uns super-poderes menos "super"; só que agora alguns deles já não nos servem... como a roupa, estás a ver Mãe?
 
Ai, quem me dera...
 
 
 
Inté*

domingo, 14 de dezembro de 2014

Não pode ser só comer!...

Ontem foi dia de cozinha.
 
Filhós, bolo de amêndoa e requeijão e bolinhos de leite.
 
Eu sou a ajudante da Manhê em troca de poder rapar as tigelas e outros instrumentos culinários...
 
É... sou uma vendida.
 
 
 
Inté*

domingo, 4 de maio de 2014

Super Mamã


Mãezinha,


Todos os anos me vejo e desejo para te conseguir dizer, assim mesmo cá do fundinho, como gosto de ti. Aliás, todos os dias... mas caramba, não nasci com aquele dom das palavras que faz as pessoas expressarem exactamente o que lhes vai dentro. Resta-me então fazer com que, todas as pequeninas coisas que vou fazendo, sejam uma singela homenagem por tudo o que fizeste e fazes por nós.

Eu gosto de ti, tu já sabes. E dessas mãos papudinhas, mesmo de Mamã que tu tens.


Feliz Dia Manhê!



Inté*


PS: obrigada pelos comentários tão cheios de carinho que me deixaram na última mensagem :)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Houve mais alguma coisa que também tostou...

Vocês podem pensar que são pessoas super organizadas e arrumadas MAS!, a pessoa mais arrumada que eu conheço é a Manhê.

Manhê chega ao cúmulo de arrumar a tostadeira com a minha tosta mista lá dentro...

E agora aspirem para o resto das vossas vidas a um tal nível de arrumação.



Inté*

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Como desligar uma chamada

Manhê e Estudante ao telefone têm uma forma bastante particular de terminar as chamadas. Esta consiste, basicamente, em adiar até ao infinito o término da conversa.

- Então vá, até logo.
- Xau, beijinhos.
- Xau xau, beijinhos.
- Beijinhos, até logo.
- Até logo.
- Beijinhos.
- Beijinhos.
- Xau xau.
- Xau até logo beijinhos.
- Xau.

Tudo isto num tom de voz cada vez mais baixo, como os discos antigos em que as músicas iam baixando de volume até que terminavam, e com o telemóvel cada vez mais afastado da cara...

Sim, eu sei. É parvo.



Inté*

domingo, 5 de maio de 2013

Ora, que dia é hoje?


És a minha pessoa preferida Mãe!


Fernando Pessoa dizia: "Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?". E eu não podia estar mais de acordo. Eu adoro-te Mamã! E quando digo que te adoro espero que compreendas que esta expressão tão pequenina aglomera o amor gigante que eu tenho por ti. É uma limitação linguísta frustrante esta de não ser suficiente dizer "gosto de ti", mas por outro lado ainda bem que não é, porque poderia dar-se o caso de nos limitarmos a palavras e deixarmos esquecidos os gestos de carinho... no entanto, é uma sensação insuportável de impotência esta de eu não conseguir dizer-te que gosto mesmo muito de ti.

O amor pela Mãe não dói, não desilude, não diminui e é quentinho.

Um dia muito feliz Manhê!



Inté*

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O meu lado Holmes.. Sherlock Holmes

Já sei todas as minhas prendas de Natal. Não são muitas, é verdade. Mas a minha perspicácia detectivesca aliada a uma grande falta de subtileza por parte da Manhê, é uma dupla perfeita. Não preciso de fazer esforço nenhum nem qualquer pesquisa exaustiva porque sei que, mais cedo ou mais tarde, Srª Manhê acaba sempre por levantar a pontinha do véu, mesmo sem dar por isso.
 
Já lá vai o tempo em que bastava esconder os presentes debaixo da cama!
 
 
 
 
Inté*

sábado, 27 de outubro de 2012

Manhê

A minha Mãe tem mãos de mãe. Eu sei que a reconheceria em qualquer lugar só pelas mãos. Ela diz que tem mãos papudinhas, mas é mentira. Tem os dedos gordinhos, perfeitos para dar miminhos e fortes o suficiente para nos segurar quando somos mais pequenos e desatamos a correr desalmadamente. Talvez seja por isso que, a primeira coisa em que reparo quando vejo alguém, sejam as mãos. O que nos distingue dos outros animais são as mãos, sobretudo a articulação do polegar, por isso não devemos remetê-las a um papel secundário.
 
As minhas mãos já não são como as da minha Mãe. São muito grandes e tenho os dedos fininhos. Já não são mãos de Mãe... são mãos de laboratório ou de pianista, como se costuma dizer. Talvez, um sinal dos tempos, quem sabe. Agora, parece que cada vez mais se vai perdendo o sentido maternal das coisas...
 
 
 
 
 
 
 
Inté*

domingo, 2 de outubro de 2011

Parabéns Mãe!

Hoje a Mãe faz anos. Quarenta e cinco, para ser mais precisa. Sempre lhe disse que é a minha pessoa preferida. Ela sabe bem o quanto eu gosto dela e na verdade, acho que há coisas que por serem inexplicáveis não vale a pena tentar explicar. Gosto de ti e pronto. Não vale a pena escrutinar o dicionário à procura de mais palavras.

Gosto muito de ti, Mãe. Feliz Aniversário!



Inté* 

sábado, 27 de agosto de 2011

Sabes que a tua Mãe...

... pode estar a sofrer o efeito secundário de um medicamento quando te responde a uma pergunta banal com um "oh, yes!".

O facto é que a minha Mãe andou a tomar antibiótico e estou a ficar preocupada.


Inté*

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Coisas de Mãe...

Não sei se repararam que há umas certas habilidades que as mães adquirem com este seu novo estatuto. De mulheres perfeitamente comuns, passam a umas mulheres altamente providas dos mais variados apetrechos. Um deles, dos mais extraordinários, na minha opinião, é a capacidade de eliminar qualquer vestígio da refeição das suas crias.

Quantas vezes a Mãe não comeu o resto do nosso gelado, da nossa sandwich, sobretudo se estávamos fora de casa? Já assisti, por mais de uma vez, a um gelado ser injustamente rejeitado pela boca do filho e ser obrigatoriamente aniquilado pela da mãe. Parece que há uma inversão de papéis e que o cordão umbilical funciona no sentido oposto, com o bebé a alimentar a Mãe...



Inté*



sábado, 9 de abril de 2011

Dia da Mãe

Está quase aí o Dia da Mãe! Daqui a menos de um mês lá vou eu lembrar à Mãe que gosto muito dela e que gosto especialmente quando me faz lasanha de legumes. Não lhe digam, mas já cá tenho a prenda. Até vos dizia o que é, mas ela às vezes vem aqui e não posso correr esse risco! O problema é que me custa comprar as prendas com tanta antecedência, porque depois estou sempre ansiosa por oferecê-las! Cheguei a pensar dar-lha já, mas depois desisti. Temos de saber esperar... dizem que esta postura de ter paciência e confiança no tempo aumenta com a idade. Espero que sim, porque eu cá não gosto nada de esperar... Mas bem, assim que fôr dia 1 de Maio, eu mostro-vos a prenda e conto-vos uma história para contextualizar.


Inté*

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Preguiça

Há quem diga que a preguiça é mãe de todos os vícios e mãe é mãe e deve ser respeitada... mas que mãe é esta que se apodera de nós de uma forma quase irreversível e contribui para a nossa baixa produtividade??? É que hoje acordei assim, sob a mão impiedosa desta senhora que não me quer deixar trabalhar e me alicia constantemente para o ócio e distracção...

És mãe uma ova, ouviste?!