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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Génios da Publicidade

Não sei se já tiveram oportunidade de visualizar os vídeos promocionais dos ginásios Solinca. Pois se não visualizaram, nem sabem o que perderam. Ora, desfrutem de uma das pérolas:





Uma publicidade que me faz lembrar as velhotas lá da aldeia da minha Avó. Elas até parecem estar a dar bons conselhos mas, se escrutinarmos bem o que dizem, não fazem mais do que meter ferro... falsos conselhos, basicamente.

O Solinca convida-nos a treinar nas suas instalações com medo que nos sintamos inferiores aos outros e que, inclusivamente, sejamos traídos. Não consigo encontrar melhor motivo para frequentar um ginásio do que este. E estranho até, que um conceito de tão bom gosto, só agora tenha sido aproveitado! Treinar pela minha saúde?! Eu quero é treinar para evitar enfeites cefálicos ou para oferecê-los a outras pessoas!

O que eu concluo, meus senhores, é que o departamento de marketing do Solinca teve um 2016 complicado e tem algumas questões por resolver lá por casa. E mais: eu apostava que alguns membros da equipa, com o peso que têm na cabeça, nem precisam frequentar nenhum ginásio para ficarem em forma.



Inté*

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Coisas que acontecem durante as urgências

O Pedro Dias entrega-se às autoridades;

O Trump ganha as eleições (Deus nos guarde!)...


Uma pessoa chega a casa no final do turno e o Mundo está tão diferente!




Inté*

sábado, 22 de outubro de 2016

Race: 10 segundos de Liberdade

E por falar em filmes, este que refiro no título, relata a história de Jesse Owens, com enfoque na sua participação nos Jogos Olímpicos de 1936 em Berlim, Jogos esses que a Alemanha Nazi viu como uma oportunidade de propaganda à alegada superioridade da raça Ariana. É um filme que nos toca pelo testemunho de força, perseverança e fair play. Fiquei a admirar Jesse Owens (impossível não admirar este senhor!) mas na minha opinião, a maior bofetada de luva branca foi da responsabilidade de Lutz Long, atleta alemão que, para grande desagrado dos Nazis, estabeleceu uma forte amizade com o seu adversário americano.
Um filme que vale muito a pena!







Inté*

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Confesso...

... que nunca tinha ouvido falar das Ilhas Faroé (ou Féroe).
E eu que teimo em chamá-las de ilhas Faraó! Mas não têm nada a ver com o Egipto; são um arquipélago pertencente à Dinamarca, situado entre a Escócia e a Islândia (na direcção oposta, portanto).

E, por aquilo que o Google me mostrou, têm paisagens muito, muito bonitas! E ainda bem, porque parece que não tarda muito, a Selecção do arquipélago está de volta a casa...



Inté*

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Leituras

Este Verão consegui (felizmente!), ler bastante. Eu adoro ler, sempre adorei e acho que é uma bênção gostar de uma actividade que se pode fazer em quase todo o lado e que, ainda por cima, pode ser totalmente grátis se tivermos uma biblioteca por perto.

Dois dos livros que li foram O Homem de Constantinopla e Um Milionário em Lisboa, do José Rodrigues dos Santos. De todos os livros que li deste autor, estes são, até ao momento, os meus favoritos. Baseados na vida de Calouste Gulbenkian, dão-nos uma perspectiva muito interessante do Mundo dos finais do séc. XIX e início do séc. XX. Além disso, abordam também a história do Genocídio Arménio em 1915. Confesso que desconhecia esta passagem tão negra da nossa história. Geralmente, o Genocídio que ocorreu durante a II Guerra Mundial ocupa as nossas mentes como o mais importante massacre de sempre e, mais grave, como o último. Pensamos ingenuamente que, após o extermínio levado a cabo pelos nazis, o Mundo aprendeu a lição e que nunca mais algo de semelhante pode acontecer novamente. Mas será mesmo assim?...

Quando li a história do Genocídio Arménio durante a Primeira Guerra Mundial, percebi como no nosso Mundo os cenários de guerra, de maldade e de catástrofe tendem a repetir-se. Se de facto aprendêssemos alguma coisa com os nossos erros e com o sofrimento Humano, o massacre do povo Arménio pelos Turcos teriam impedido o Holocausto, que aconteceu, imaginem só, menos de 30 anos depois! Incrível, não é?

Será que o nosso Mundo está a salvo de outra maluqueira como a que aconteceu sob as ordens de Hitler?... E não será que temos tendência a subvalorizar certos acontecimentos (como a guerra na Síria, por exemplo) por pensarmos que o auge da maldade foi o Genocídio da Segunda Guerra Mundial? Eu acredito que, por vezes, caímos nesse erro.



Inté*


domingo, 11 de setembro de 2016

Muros

Um ano antes de eu nascer, foi derrubado o muro de Berlim.

Vinte e seis anos depois, parece que há uma certa melancolia, uma saudade de ver aqui o casebre mais compartimentado. Sabem que isto de não ter muros é chato por causa das correntes de ar. Então, parece que os muros voltam a estar na moda - a França e o Reino Unido preparam-se para a construção de um muro em Calais e o Donald Trump acha boa ideia fazer outro na fronteira com o México. Qual deles será o mais bonito?...

E falando em muros, quer-me parecer que esta malta anda toda é a bater com a cabeça nas paredes lá de casa. Mas, ainda assim, quanto ao muro na fronteira dos E.U.A. digo-vos que sou de opinião que os mexicanos deveriam concordar com a sua construção. Alto e largo, intransponível, de maneira a evitar visitas do Donald e as suas ideias... ou falta delas. 


Cá nada de misturas. 'Tão mas o que é isto?


Inté*

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Conclusões

Talvez o ser Humano não seja tendencialmente bom. Já estive certa de que éramos intrinsecamente bons (e acho que até escrevi sobre isso!), mas tendo em conta o estado do Mundo e as coisas que ouço todos os dias, é impossível conseguir acreditar que nascemos bons. Ou então, não nascemos bons nem maus mas algo nos leva, tendencialmente, a optar pelo pior caminho. 

Bem vistas as coisas, não digo isto com um tom fatalista porque acredito que possuímos uma arma quase infalível para solucionarmos o problema, e essa arma é a educação. Acontece que talvez, nem todos nós estejamos munidos dessa arma. E embora grande parte das pessoas que vemos todos os dias não seja má, também não é boa. E não ser mau é claramente insuficiente. Não basta não matar, não roubar... temos de ser realmente bons, mesmo nas coisas pequenas! Termos cuidado com o que dizemos, termos cuidado na maneira como tratamos os outros, sorrirmos mais, ajudarmos mais! Não esquecendo que educar é dar o exemplo. 

Se pensarmos que mais de metade do Mundo está em guerra, reparem nos milhões de crianças que são educadas nesse clima de maldade, de desespero... como é que podemos ter um Mundo feliz nessas condições? E quem não é feliz, maior dificuldade terá em ser bom...

Mas há esperança, claro que sim. Se somos capazes de coisas tão bonitas como a música, a pintura, o voluntariado, é porque temos também em nós qualquer coisa de muito bom.


Inté*

domingo, 14 de agosto de 2016

Porque hoje é Domingo...

...e é preciso encher o coração de coisas bonitas.










Inté*

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O tema do momento

Não é difícil que, em situações de crise, a nossa tendência seja romantizar um pouco os acontecimentos. Porque é também em situações de catástrofe e de total caos que vemos como, apesar de todo o mal, as pessoas conseguem ter actos maravilhosos (quase inacreditáveis!) de altruísmo e solidariedade.

A calamidade dos incêndios que têm devastado o nosso país não é excepção. Em primeiro lugar, todos os Bombeiros são de uma dedicação sem medidas. Depois temos as populações que acarinham estes seus soldados da paz, com comida, com companhia, com trabalho no campo... e tantas outras histórias que haverá de bondade e que nós nunca viremos a conhecer. No fundo, no meio de toda a escuridão de que se reveste esta catástrofe, há ainda espaço para coisas bonitas.

Contudo, é importante que a situação seja encarada tal como é: uma calamidade, um crime. Antes de constituir uma situação de actos de união, força e coragem, é uma catástrofe. Não podemos perder o foco. Muitos dos fogos (eu julgo que praticamente todos...) têm mão criminosa e podem ser prevenidos com a instituição de certas medidas. Os fogos não são acontecimentos inevitáveis; não são aquele "acontecimento de Verão" já "normal", em que uns destroem e outros constroem. Não são momentos bonitos em que grupos de pessoas dão a vida pela floresta e pelos outros. Portanto, embora encaremos estes acontecimentos com uma certa comoção, temos de encará-los também com a determinação, a indignação (e raiva, talvez!) de quem se revolta contra a ausência de medidas preventivas concretas!

Sou de opinião que os incêndios são uma fonte de lucro bastante significativa. De que forma? Não sei exactamente. Quem lucra? Não faço a mínima ideia. Mas um cenário que se repete anos a fio, completamente expectável, sem que ninguém tome quaisquer providências é porque dá dinheiro a alguém, não há outra justificação para isto.

Fogos por causa do calor, do Sol... a sério? Se assim fosse, metade do Mundo estaria a arder! Olhem, como se diz cá no Norte, não me fo***!


Inté*

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

As normas

O aeroporto do Porto ou de Lisboa é um aeroporto como outro aeroporto qualquer - os aeroportos onde estive, mesmo lá fora, a bem dizer, são bastante semelhantes, tirando um ou outro aspecto. Cumprido o check-in e a passagem pela segurança, somos imediatamente lançados num espaço comercial, repleto de ofertas, promoções, oportunidades únicas (!). Existem, inclusivamente, aeroportos em que não é possível dirigirmo-nos para as portas de embarque sem passarmos primeiro pela superfície comercial. E isto parece-me errado.

Ora, foi numa dessas vezes em que eu aguardava um voo que pensei na mediocridade de tudo isto. Reparem como todo o nosso modo de vida gira em torno do consumo. Os aeroportos são verdadeiros centros comerciais. Seria a única alternativa?... Certamente não, mas é de certo, a mais lucrativa em termos económicos. Reparem como visitar um shopping durante o fim-de-semana é o programa de tantos nós; como damos um pulinho a uma loja para "passarmos o tempo". Analisando mais atentamente estes nossos hábitos, chega a parecer ridículo que vivamos assim... não acham? Vivemos para ter. 

Já imaginaram como as nossas vidas seriam diferentes se não vivêssemos num Mundo tão capitalista e consumista? Atenção que eu não estou a dizer que é um sistema errado ou certo; estou apenas a questionar-me. Para nós é "normal" vivermos assim porque nunca vivemos noutro sistema. Mas imaginem como seria viver numa sociedade educada para outro tipo de valores e ambições. Talvez deixássemos de querer aquele emprego para conseguirmos aquele carro e aquela casa; talvez não tivéssemos de ir viver para longe da nossa família; talvez isso nos poupasse muita ansiedade e stress. Talvez.

Parece-me de uma pequenez tremenda o facto de qualquer espaço vazio ter como primeira opção uma loja. E parece-me incorrecto que num aeroporto, voltando um pouco atrás, me obriguem a entrar num espaço comercial. Este tipo de iniciativa/sistemas (nem sei como lhes chamar) não será um atentado à nossa liberdade? Porque eu quero apanhar um voo, não quero ir às compras... então por que raio sou cuspida no meio de um corredor cheio de perfumes e chocolates e souvenirs? Não compreendo. E mais; acho que o facto de, de alguma forma, contribuirmos para a perpetuação deste modo de vida, nos diminui. Porque nós somos muito mais do que seres consumistas; temos tantas capacidades, tantos talentos... porque é que acabámos num sistema que fomenta sobretudo o interesse no dinheiro?!



Inté*

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Quando as coisas são bem feitas




Fotografia tirada pela mana de um banco de jardim em Edimburgo. Muitos deles têm estas plaquinhas de metal com dedicatórias. Esta era das mais bonitas.


Inté*

sábado, 28 de maio de 2016

O Mundo tem lugares bonitos




Conhecem este "buraco"? Na verdade, as imagens que vêem são fotografias tiradas pela mana na Lagoa dos Conchos, na Serra da Estrela. Este "buraco" é a entrada de um túnel que carrega a água desta lagoa até à Lagoa Comprida. 

Acho extraordinário que nos anos '50 tenha sido possível construir uma estrutura desta envergadura (o túnel tem 1519m!). Quem faz o percurso até ao local, percebe que, na inexistência de estradas propriamente ditas e de acessos a grandes máquinas, a construção desta estrutura deve ter sido uma obra bastante difícil. E ainda mais se tivermos em conta que o túnel atravessa quase um quilómetro e meio de rocha!

Impressionante.

O Sol não estava muito brilhante, mas é, sem dúvida, um passeio bonito e que vale muito a pena.


Inté*

sábado, 26 de março de 2016

Bruxelas

Sinceramente, já não sei o que dizer sobre os ataques terroristas (e este post já vem com algum atraso). A primeira ideia que me ocorre é a de que este tipo de incidentes não deveria ser alvo de cobertura televisiva; cobertura por rádio seria suficiente. Deve ser muito reconfortante para os cabecilhas deste tipo de acções verem as consequências dos seus actos em todas as estações de televisão. Uma vitória, sem dúvida. A luta contra o terrorismo deveria fazer-se sem grande alarido, de forma forte e consistente mas sem barulho, como se ele fosse um tema secundário. Bem sabemos que não é, mas podíamos combatê-lo também com esta postura de desprezo, mesmo que o sintamos de forma diferente.

Quanto ao resto, parece-me difícil convencer alguém de que não vale a pena ter medo. Mas não vale mesmo. Ir no metro ou no avião a olhar constantemente em todas as direcções à procura de sinais suspeitos vai valer-nos de quê?... Vamos obrigar alguém a sair? A maior vitória do terrorismo é impedir o indivíduo de viver a sua vida e a sua liberdade. Aeroportos fechados, ruas vazias, fronteiras encerradas... parecemos uns bichos encurralados. Como resolver esta situação? Não faço ideia. Mas, aparentemente, também não é assim.


Inté*

domingo, 15 de novembro de 2015

Fico triste...

...com os comentários que defendem a erradicação das religiões, a vingança e a xenofobia como soluções para o terrorismo.

Fico mais triste com a quantidade de pessoas que nas redes sociais apoiam e aplaudem essas ideias. Mas quero acreditar que o número muitas vezes superior de likes e de indivíduos que se manifestam a favor desta cultura de rancor, se deve simplesmente ao facto de as pessoas boas estarem lá fora, ocupadas a fazer coisas mais importantes do que a mandar uns bitaites no facebook...





Inté*

sábado, 14 de novembro de 2015

Epá, já agora...

... não resisto fazer um comentário sobre as reacções aos ataques de ontem. Das primeiras coisas que ouvi foi algo do género: "agora deixem entrar mais refugiados, vá!". A sério? O Mundo só testemunhou ataques terroristas desde a crise dos refugiados? Por acaso sabiam que muitos dos elementos terroristas são cidadãos europeus? Hoje no telejornal alguém dizia que estes grupos terroristas não exportam elementos; eles IMPORTAM elementos. São cidadãos que todos os dias convivem lado a lado connosco... reparem na minuciosidade da estratégia: são indivíduos IGUAIS a nós, imunes à nossa desconfiança.

É incrível como um acto de puro ódio como o que aconteceu ontem desencadeia em nós sentimentos tão inúteis como o rancor e a intolerância. Não deveria ser o contrário? Não deveríamos unir-nos em defesa das pessoas, da Humanidade, dos valores que realmente nos poderão ajudar a erradicar situações como estas? Como é que criticamos uma atitude que repetimos logo de seguida?

É por isso que as consequências dos actos terroristas vão muito além dos seus efeitos imediatos: elas geram mais ódio, mais maldade, mais medo; tornam-nos animais ameaçados e irracionais, que a tudo respondem com actos de violência, na ilusão de que assim conseguirão sobreviver! A estratégia não está em impedir a entrada de refugiados, condenando-os à morte, nem isso seria coerente com aquilo que defendemos: por um lado choramos a morte de centenas de pessoas e por outro condenamos mais uns milhares? Mas está tudo doido???

Estamos errados... tão errados.



Inté*

13 de Novembro

Quanta falta de amor e tolerância vai neste Mundo...




Inté*

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Perfeito




Vamos fazer história. E vamos fazer com que a história dos refugiados seja uma história feliz.


Inté*

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A Analogia do Jardim

Era uma vez um homem que tinha um jardim. O seu jardim era grande e ele dedicava-lhe muito do seu tempo. Ainda assim, o seu jardim necessitava um cuidado constante porque, sempre que saía, o homem notava uma erva daninha aqui, uma pedrinha fora do sítio ali e por aí fora.

O seu vizinho da frente também tinha um jardim. Mas um dia, esse vizinho adoeceu e o homem reparou como as flores, antes tão coloridas e perfumadas, perdiam a força por falta de água e carinho - uma tristeza de jardim quando comparado com o seu.

Certa manhã, o vizinho ainda doente, pediu ao homem se poderia cuidar do seu jardim. Mas o homem, sabendo que também tinha que olhar pelo seu jardim, não lhe deu uma resposta imediata. Os amigos aconselhavam-no a não se meter em trabalhos, embora tivessem muita pena do jardim do vizinho. Que o jardim do homem já lhe dava imenso trabalho, que sempre havia qualquer coisa para limpar, que quando desse conta já teria o seu jardim cheio de ervas daninhas... mas era uma pena, de facto, ver todas aquelas flores a morrer, coitadinhas.

Ainda assim, o homem pensou que se fizesse um pequeno esforço, conseguiria tratar os dois jardins e assim foi. Entretanto, um outro vizinho seu, vendo o empenho do homem, acabou por ajudá-lo também. Quando passado algum tempo o vizinho doente recuperou, dois bonitos jardins perfumavam aquela rua; bonitas flores de ambos os lados tinham recuperado a vivacidade e davam vida ao lugar.

O homem percebeu então que valera a pena o esforço e os seus amigos apreciavam agora a beleza de ambos os jardins.


FIM

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Ainda o mesmo tema...

Epá, vão desculpar-me a insistência no assunto, mas foi um pensamento que me ocorreu no outro dia enquanto lia alguns comentários às notícias da chegada dos refugiados.

Esta história que alguns grupos nos querem vender de que os refugiados são terroristas e de que nos querem matar a todos é extremamente parecida com aquela que há 70 anos atrás ocorreu com os Judeus... uma das propagandas nazis foi, exactamente, tentar convencer o Mundo de que os Judeus faziam parte de uma raça inferior, que roubava a riqueza ariana e que comia meninos ao pequeno-almoço.

Reparem como se tem recorrido ao medo para instigar as pessoas a evitarem o acolhimento destes indivíduos. Infligir-nos medo é uma estratégia muito poderosa! Pensemos quantas vezes as pessoas abandonam os seus princípios por medo? Quantas vezes deixamos que nos desrespeitem a nós ou aos outros por medo de perdermos o emprego, por medo de represálias? Quantas vezes já deixámos de fazer boas acções por medo? Quantas vezes na história se permitiram as maiores atrocidades por medo?

O medo é uma arma muito poderosa.


Vão existir sempre inúmeras razões para não ajudar/acolher refugiados e vão existir também inúmeras razões para ajudar/acolher refugiados. Cada um irá escolher quais os motivos que prefere defender e qual o Mundo em que prefere viver. O medo, infelizmente, sempre permitiu que muitas situações desumanas fossem passivamente toleradas; hoje em dia não é muito diferente. Serão sempre duas forças opostas em acção: os que acreditam conseguir tornar o Mundo melhor, apesar de todos os riscos, e os que preferem jogar pelo seguro... e por si.




Inté*


domingo, 6 de setembro de 2015

Os miúdos sabem-na toda

A propósito deste post:



Só em jeito de conclusão :)



Inté*