Mostrar mensagens com a etiqueta Vida nova. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vida nova. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Estudante, estudantinha...

Nunca fui muito ambiciosa. Sempre fiz as coisas o melhor que pude porque acho que é assim que tem de ser. Quis ser médica desde os 12 anos, altura em que nasceu a minha prima. Achei que tinha de ser Pediatra (como a vida muda!). Nunca quis ser chefe, nunca quis destacar-me. Ainda hoje, não faço nenhuma questão que isso aconteça. Eu quero é um rio, um livro e uma lareira. Não tenho nenhum desejo especial de vir a ser uma especialista de renome - mas quero ser uma boa médica. Nem sempre as duas coisas significam o mesmo. Quando escolhi a especialidade, a maioria das pessoas pensou que a Estudante ia para Lisboa. Porque tirar a especialidade na capital não é a mesma coisa. Ter de acordar 2 horas antes da hora de entrada, queimar metade do ordenado na renda parece ser mais prestigiante. Mas a Estudante não foi para Lisboa.
Acredito que o conceito de vida nas cidades "grandes" esteja sobrevalorizado. Se me garantirem uma boa formação noutro lado qualquer, não me apanham em filas de trânsito.

Vim viver para o verde e agradeço muito por isso.



Inté*

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Dona de Casa

Quando me mudei, aquilo que estranhei mais, foi ter de fechar a porta à chave. E fechar as janelas. Em nossa casa, a porta está sempre aberta. Eu nem sequer tinha a chave de casa (e tive de entrar uma ou duas vezes pela janela, é verdade...). Mas, raras vezes, a porta lá de casa fica verdadeiramente fechada.

Cozinhar, tratar da roupa, não tem sido um grande problema. O meu quase transtorno obsessivo-compulsivo tem-me ajudado bastante nesse aspecto. Aos Domingos, estabeleço num calendário as refeições da semana seguinte. Assim, sei sempre quando preciso tirar alguma coisa para descongelar ou se é necessário comprar ingredientes. Preparar com antecedência é o truque!

O dia de ir às compras é o Sábado, de manhã. Durante a semana não há mais compras para ninguém, a não ser produtos frescos (fruta, legumes...). Não faço stocks. Compro aquilo que preciso e, quando falta, compro mais. Só para uma pessoa, não é preciso armazenar. Desconfio que se comprasse agora dois packs de embalagens de leite, me iam durar até ao Natal...

E é isto. Agora sou dona de casa.



Inté*

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

1º mês

Faz hoje um mês que cheguei à minha nova cidade e parece que já estou aqui há muito mais tempo!...

Ainda estou viva e bem nutrida (aspecto particularmente importante para Manhê e Avó). Ainda tenho saudades de casa e das minhas pessoas. Quando chego a casa depois de 17 horas no hospital (dias de urgência...), ainda me apetece um abraço e um boa noite

Vai-se ocupando a cabeça e o coração, porque as saudades só se vencem assim. Até o mais ínfimo pormenor é usado para colmatar o que vai fazendo falta. Mas, sem sombra de dúvida, esta cidade tem-me oferecido coisas muito bonitas e eu sei que um dia destes, quando as saudades de casa começarem a ser mais pequeninas, eu vou conseguir ver melhor tudo o que há de bom por aqui. 

Ver o mar quando saio de casa, correr à beira-mar, cheirar o pãozinho quente em quase todas as ruas são algumas das coisas com que procuro minimizar este sentimento de não ter aqui as minhas pessoas mais queridas. Dar migalhinhas às gaivotas que pousam no parapeito da sala de reuniões ou ficar a ver os pequenitos a brincar no jardim também são estratégias para enganar a saudade... mas ela é uma espertalhona.

Continuo a fazer bolachas ao fim-de-semana e a coser as meias. Há coisas que não mudam.



Inté*