É uma pena que cresçamos tão condicionados pelas convenções banais. Que cresçamos a acreditar que existem modos de agir confinados a determinados contextos; que nos levem a reprimir a espontaneidade dos nossos actos. Tudo seria tão mais fácil se nos libertássemos destas convenções que nos inserem no rebanho. Nunca ninguém fez a diferença por ser igual a toda a gente... e há modos de pensar e de viver tão castradores, tão limitativos, que nos fazem agir da mesma forma todos os dias, que nos fazem acreditar em certas coisas só porque si e a não mudar só porque não!...
E porque não levar a vida de uma forma leve, sem este tipo de compromissos que não nos levam a lado nenhum e que só nos dispendem energias e tempo? Não temos porquê limitarmo-nos desta forma...
Ao estudar ginecologia ou urologia, recorro muitas vezes à internet para obter imagens de certas doenças e deformidades. O Google é um mundo onde podemos encontrar um pouco de tudo. Agora imaginem o que eu encontro quando pesquiso por testículos atróficos ou coisas do género...
O outro dia pus-me a pensar o que pensariam as pessoas que passam por mim enquanto estudo em frente ao computador com o apoio destas imagens...
Não posso dizer que não tenha aprendido coisas importantes em Urologia. No meu livro pode ler-se:
"Nos EUA, estima-se que mais de metade dos homens entre os 40 e os 70 anos não consegue uma erecção suficiente para uma perfomance sexual satisfatória."
Aqui a frota de autocarros da cidade foi renovada há quase dois anos, mas de vez em quando, ainda tenho o prazer de viajar nas viaturas mais velhas, parcas em lugares sentados e a cair aos bocados.
Abanam que se fartam e quando passam por ruas de paralelos é vê-las saltar e estalar por todos os lados. Viajar de pé é uma manobra para macaquinhos de circo. Aquela porcaria parece uma chaleira. Admiro-me como nunca ocorreu a projecção do motorista pelo pára-brisas tal é a amplitude dos solavancos... quem levar ovos nos sacos das compras chega a casa com as claras batidas em castelo...
O Cavaco veio ontem dizer que os portugueses já não aguentam mais austeridade (a sério?...). Eu acho que ele ainda esteve tentado a acrescentar as dificuldades económicas por que tem passado, mas depois arrependeu-se.