terça-feira, 7 de agosto de 2012

...

E aquelas pessoas que nos elogiam em tom de aprovação? Como se a sua opinião certificasse as nossas qualidades... ridículo.



Inté*

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

(Eu e a minha dificuldade para encontrar títulos)

Há quem pense que pode mudar o Mundo. Há quem pense que pode mudar as pessoas só pelo facto de gostar delas. Tantas vezes se vê quem fique com alguém porque acredita piamente que o amor é capaz de alterar defeitos e limar arestas!... É quase tão descabido como comprar um par de sapatos à espera que mude de cor. O amor pode ser um sentimento muito forte, arrebatador e, porque não, demolidor, mas só muda quem quer mudar.

Nem penso que seja inteiramente justo esperar que outra pessoa mude para se adequar àquilo que somos.
Quem somos nós para impor a nossa vontade? Quem somos nós para pensar que podemos moldar o outro consoante o nosso desejo? Às vezes, tenho a sensação de que as pessoas se apaixonam não pela pessoa em si, mas pela imagem que criam dela, pela pessoa que esperam que ela seja e que nem sempre chega a ser.


 

Inté*

Uma questão pertinente...

Dizem que a vida de estudante é a melhor época da nossa vida. Que saímos, conhecemos montes de gente, que fazemos tudo o que nunca tínhamos feito... Mas a ideia de que este período da nossa vida, tão curto, tão efémero é o auge da nossa existência, deixa-me quase deprimida. É tão restritivo pensar de daqui a pouco tempo caio numa espiral descendente!

Será que a vida de estudante corresponde mesmo aos melhores dias da nossa vida? Ou é só mais um cliché?




Inté*

sábado, 4 de agosto de 2012

Palavrinha Chave V

Uma das expressões com que alguém aqui chegou foi a seguinte:

"quem doar o dinheiro do euromilhões"


Eu completaria com um "não está na posse de todas as suas capacidades mentais..."

Mas se for um desejo já antigo e que queira realmente concretizar, posso deixar aqui o meu NIB.


PS: cheguei hoje às 8h da manhã. Não dormi durante a viagem toda, de maneira que estou num estado "zombie"...




Inté*

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Acabou-se a papa doux!

E hoje é o último dia que durmo em solo Francês. Amanhã é dia de voltar a casa (e que saudadinhas eu tenho da minha casinha!) e espera-me uma longa viagem!...

Chegámos dia 13 de Julho (uma sexta-feira), mas parece que isso não condicionou em nada os nossos dias e tudo correu pelo melhor! Visitei a zona de Auvergne, fui às brocantes, provei as águas de Vichy (e devo dizer-vos que algumas delas cheiravam tão mal que não fui capaz de as beber...), visitei Salers, considerada a vila mais bonita da França, subi os 256 da Catedral de Clermont e tive ainda a oportunidade de apanhar um choque nas vedações electrificadas dos cavalos...

Mas, o que mais me surpreendeu foi a simpatia das pessoas. Eu que tinha a ideia de que, quanto mais longe do Mediterrâneo mais frias são as pessoas, descobri que não é bem assim. Os franceses têm sempre alguma coisa a dizer! Nas lojas, não se limitam a agradecer o pagamento ou a dizer bom dia, opinam sobre o que comprámos, sorriem... são verdadeiramente simpáticos! E sabiam que eles dizem "bonjour" quer seja de dia ou de noite? Eu não sabia... pensei que utilizassem diferentes expressões consoante a hora do dia, tal como nós...

As brocantes que referi a acima, são uma espécie de feiras onde as pessoas vendem aquilo de que já não precisam e não querem guardar, mas também se encontram objectos super antigos, desde mobília a livros, brinquedos, vinis... eu adorei! Já tenho comigo um livro de 1897 e umas partituras super antigas que quero emoldurar.

Foi bom, mas tudo tem o seu tempo e agora é tempo de voltar a Portugal e àquele céu azul e brilhante que só nós temos!



Fogo de artifício em Châtel (Festa da França a 14 de Julho)

 


Salers



Salers


Catedral de Clermont-Ferrand


 

Órgão no interior da catedral


Tecto da Igreja de Notre-Dame-du-Marthuret (Riom)



Vierge de L'oiseau (porque o Menino Jesus segura um passarinho na mão), Igreja de Notre-Dame-du-Marthuret



Basílica Saint Amable (Riom)



 

Lac Guéry


 
Estudante depois de provar a aguinha de Vichy. Provei uma inodora, incolor e sem sabor... era boa e tinha umas bolhinhas!



 
As fotos são da mana! Ela é a nossa fotógrafa oficial ;)



 

Inté*

Uma pessoa tem que se habituar ao bem bom...

E ontem conduzi um Mercedes pela primeira vez na minha vida.

Eu que conduzo o Opel Corsa da Manhê, que musculo os deltóides só de virar o volante e desloco o tornozelo para conseguir travar, nem acreditava na facilidade que é conduzir um Mercedes.. só lhe falta falar como o Kit.





Inté*


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Episódio infeliz...

(E não é que o post anterior tem um titulo de novela da TVI?...)



Vou contar-vos um episódio que ainda hoje me faz questionar a honestidade das pessoas.

Quando fomos ao RIR deste ano, almoçámos no Vasco da Gama com umas colegas e, como a entrada no recinto só era permitida a partir das 17h, aproveitámos para dar uma volta pelas lojas do centro comercial.

Já passava das 16h quando o Sol deu lugar a um céu cinzento a que se seguiu uma valente chuvada. Ora, a Estudante, que ía com roupa de verão, começou a ver a vida a andar para trás e foi à Zara comprar um casaco de malha.

Não sei qual a vossa estratégia, mas aqui a Estudante vai a concertos de sandálias rasas, e calças confortáveis que lhe permitam mexer-se à vontade, e a ida ao RIR não foi excepção; levei umas calças semelhantes às que se vêem em baixo, uma camisa de alças e uma mochila.



Entrei na Zara e, para não perder tempo, dirigi-me a uma empregada que naquele momento falava muito gentilmente com uma senhora. Mas, quando lhe perguntei onde podia encontrar os casacos, a tal empregada olhou para mim de alto a baixo e com bastante desprezo, apontou a bancada onde estava o artigo que eu procurava.

A minha questão é: porque terá esta empregada tratado de forma tão distinta duas clientes?

E a resposta é: a aparência. Porque eu não estava tão bem vestida como a outra senhora e já não mereci a simpatia que ela mereceu. E isto é triste porque revela o cinismo das pessoas e o quão importante são a roupa e a maquilhagem. Estando bem vestida, até podemos ser a pessoa mas desprezível do Mundo, mas os outros tratam-nos melhor.

Eu podia não estar a ostentar tão boas roupas como a outra senhora, mas eu estudo para um dia mais tarde ser útil a alguém e esta senhora empregada de loja, nem chega a ser digna do emprego que tem.



Ah... e não choveu durante o concerto!




Inté*