O Homem descobriu os antibióticos. O Homem já foi à Lua (há quem diga que não). O Homem constrói edifícios de toneladas de ferro e betão. O Homem consegue desviar o curso dos rios e fazer recuar o mar... e ainda assim, julgando-se portador de um estatuto de quase-deus, permanece tão vulnerável a uma entidade tão antiga e com a qual convive há tanto tempo: o amor.
Somos completamente indefesos a esta pequena pulga. A pequena pulga é capaz de deitar a baixo as nossas defesas mais resistentes, é capaz de tornar a mais sisuda das pessoas na mais alegre de todas. Ninguém me convence de que o amor não é uma espécie de patologia que nos altera os mediadores químicos cerebrais. Lá que induz respostas muito estranhas, lá isso induz!
Reparem bem que, à custa do amor, o Homem já voa há muitos anos, e já andou muitas vezes na Lua mesmo antes de ter inventado os foguetões e essa maquinaria assombrosa. Esta pulga não é de confiança... mas, ainda assim, ninguém quer matar a pulga.
Inté*
