Com a vinda do mau tempo, as viagens de autocarro tornam-se ainda mais divertidas. Tudo começa ainda na paragem, quando vem o pessoal todo carregado de casacos e guarda-chuvas, tentando encontrar um lugar onde se sentar. Abancam o seu traseirinho real e põem a porcaria do chapéu-de-chuva em cima do banco. Ora, quando chega a Estudante, cheia de livros, papelada, bata e estetoscópio todos enfiados numa mala com cerca de 300 kg, não tem um sítio seco onde se sentar, porque suas excelências molharam tudo.
Hoje, quando vinha para casa, o cenário não foi diferente e, enquanto suas altezas estavam sentadinhas com as nalguinhas enxutas, eu estava ali de pé a examinar a piscina em que se tinha tornado o banco. Quando vagou um lugar e finalmente me pude sentar, eis que chega uma senhora de largura considerável:
- Olhe será que se pode chegar um bocadinho para lá?
Olhei e vi que entre mim e a piscina existiam uns míseros 10 cm, e pensei: "bem, 10 cm, só se fôr para ficar de pé em cima desta mer**..."
- Pode sentar-se no meu lugar.
- Ai não ("sim, sim, por favor!") minha filha, deixe-se estar, cabemos cá as duas!
"Cabemos pois, então não cabemos? Espera aí que eu vou buscar o fato-de-banho e já volto..."
E fiquei de pé.
Inté*


