quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Vizinhança

Sempre tive vizinhos barulhentos, daqueles que só não nos acordam às tantas se acordarmos antes deles. Quando estive em Lisboa, morei num primeiro andar. A vizinha de cima, uma senhora na casa dos 90, arrastava os pés e usava uma bengala, o que resultava num som do género "rsst rsst toc, rsst rsst toc" que apaziguava durante o dia MAS rejuvenescia durante a noite. Como se não bastasse, o vizinho do lado, um verdadeiro "espalha-borralho" até os espirros fazia questão que nós ouvíssemos.

Agora, vivo ao pé de um outro espalha-borralho. Fala alto que só ele e acorda bem cedinho, não vá alguém acordar antes e ganhar-lhe o record de decibéis matinais. Já prometi a mim mesma que um dia destes, pego numa panela e numa colher de pau e vou-lhe lá desejar um bom dia, assim à maneira.


Inté*

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nem tudo é mau...

Hoje foi o primeiro dia de estágio no serviço de Gastroenterologia. Até agora, tenho tido sorte e desde o ínicio do ano, tenho ficado sempre no Hospital junto à Faculdade, que por acaso é na cidade onde eu resido. Desta vez, o meu grupo foi colocado no Hospital da cidade vizinha, o que me obriga a levantar às seis e tal da manhã. Bah... e eu que gosto tanto de dormir!... Mas, descobri que levantar-me tão cedo tem pelo menos três aspectos positivos:

- vejo nascer o sol
- os semáforos estão quase todos desligados
- a rádio passa músicas muito mais fixes a essa hora

Chegada ao hospital, tive a sorte de ficar a cargo de um dos melhores médicos que já conheci. É um senhor pelos seus cinquenta anos, que transborda simpatia e humanidade. Um amor de pessoa. Fiquei muito contente por ter ficado com ele.

Tudo isto para vos dizer que, às vezes, antecipamos um dia mau que, na verdade, depois não se concretiza. E entretanto, deixamo-nos consumir por uma ansiedade que não faz qualquer sentido.


Inté*

domingo, 27 de novembro de 2011

Conselho de Amiga

Não vão ao Continente ao Domingo, sobretudo se a Popota andar por lá a dar espectáculo. Era tanta a confusão, que até um anjinho se suicicou (quer isto dizer, que no meio da barafunda, acabei por deixar cair um anjinho de porcelana que se estatelou no meio do chão...).

Que coragem a daqueles pais! Levar os pequenos ao colo, afundarem-se no meio da multidão só para dar aos crianços a oportunidade de ver a Popota... Eu nem via a hora de sair dali.



Inté*

sábado, 26 de novembro de 2011

Dim



O que mais me impressiona neste anúncio é, sem dúvida, a táctica de jogo.

PS: o exame de ontem correu bem! Correu melhor que o de Pneumo e, na verdade, sabia muito melhor a matéria para Pneumo do que para Cardio... vá-se lá perceber!



Inté*

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Com queda p'ra coisa...

Ontem dei uma queda aparatosa aqui no terraço. Aquilo a que a juventude chama um "tralho". Já não dava uma queda assim tão parva desde que o meu cão decidiu subir para a zona mais baixa do telhado e eu tive de ir puxá-lo. Como estávamos no Inverno, valeu-me a neve que me aparou o deslize e não me magoei.

Ontem, ía eu a correr para ir buscar uma coisa a casa e pumbas!, um escorreganço daqueles que me fez ver as pernas no ar, contra o céu. Em um segundo pus-me de pé. Cá em casa sou conhecida pela rapidez com que me levanto após cair e raramente me vêem estatelada no chão, o que é bom... Ora, como mazelas temos um joelho um bocado inchado e vermelho e um rabo um tanto ou quanto dorido que me dificulta a tarefa de me sentar...

"Bebê, caí e levantá...!"






Inté*

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Toca a Selar

Hoje pela manhã, a Gasper, muito querida, ofereceu-me este selo:



A minha tarefa é oferecê-lo a outros cinco blogues. Não sei se por acaso já o terão recebido ou não, mas aqui vai:








PS: parece que vou ter de desistir de colocar os selos na barra lateral... isto porque corro o risco de já não caberem (txiii... presunçosa!) e não podendo tê-los todos aqui ao lado, o melhor é não ter nenhum...



Inté* 

Sete diferenças

Quando nos conhecem pela primeira vez, a mim e à minha irmã, os cinco minutos iniciais são normalmente dedicados à procura de diferenças entre as duas.

- São sete. Marca nela com um X, se quiseres - costumo dizer.

Claro que não são sete... digo isto apenas numa alusão ao jogo das diferenças, embora haja quem acredite que estou a falar a sério. Bom, adiante. Ora, eu tenho um sinal ao canto da boca que abomino, embora raramente me lembre dele. Mas, quando alguém  se aplica realmente na tarefa de nos distinguir, o maldito do sinal vem sempre à baila.

"Não, não! Não acredito que vão falar na porcaria do sinal outra vez!"

E agora imaginem um braço que lentamente se levanta e aponta na direcção da minha boca.

"Oh não... here we go again!..."

E eu expectante, na esperança de que a diferença encontrada seja outra coisa que não o raio do sinal. E pimba! Lá vem a frase do costume:

- Olha, já sei! Ela tem um sinal e a irmã não!...

Merda. Outra vez!



Inté*