quinta-feira, 31 de maio de 2012

Experiência

Não sei se já fizeram a experiência de dizer uma coisa absolutamente descabida e fora do contexto só para ver a expressão dos que vos ouviram. É delirante e às vezes quase reconfortante ver como as pessoas põem cara de "esta miúda não está boa daquela cabeça" quando na verdade o que foi dito teve um propósito e foi dito por alguém nas posses de toda a sua capacidade mental.

A verdade é que estamos habituados a ouvir sempre as mesmas coisas nas mesmas situações e acostumamo-nos ao previsível. Quando alguém tenta quebrar esta corrente passa sempre por doidinho, ainda que não o seja.



Inté*

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Bode expiatório: crise...

Certamente, já vos disse que gosto de comer.

Quando entrei para o curso, a cantina da minha faculdade era das mais gabadas da Universidade. A comida era bem apurada, havia muitos pratos diferentes e tínhamos para sobremesa uma grande variedade de pudins e afins. Ainda me lembro de comer raia grelhada no meu primeiro ano e ficar toda deliciada.

Aqui há uns tempos, a coisa mudou. Os pratos andam sempre à volta do mesmo, as sobremesas são uma tristeza e bifes só se comem mediante a utilização de rebarbadora. Ora, eu que tenho uma alegria especial quando as refeições me agradam e reconfortam o estômago, estou cada vez mais desiludida com aquela cozinha...

Não me parece justo que, com a desculpa da crise, roubem estes pequenos prazeres às pessoas!



Inté*

terça-feira, 29 de maio de 2012

Asfixia com bacalhau

As gripes e contipações são uma treta.

Não são das patologias mais graves mas a verdade é que predispõem o indivíduo a morrer asfixiado durante as refeições. Almoçar com as narinas tapadas e de boca fechada é uma árdua tarefa nestas ocasiões e, a tentativa de evitar comer que nem um ser ruminantxi é quase sempre infrutífera, vendo-se uma pessoa obrigada a mastigar de boca aberta sob pena de ficar toda roxa e cair para o lado.

Já não basta a debilidade inerente à gripalhada, ainda se fica a parecer uma vaca...



Inté*

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Bahhh...

Estou cansada. Durmo pouco, como mal, faço quatro viagens de autocarro por dia, começo uma época de exames dentro de uma semana, tenho aulas e estágio ao mesmo tempo...

O post anterior não era propriamente acerca da minha internet (que, na verdade, também não presta para nada), mas antes sobre a grande probabilidade de me espalhar ao comprido nos exames que se aproximam. Esta mania de querer ter sempre boa nota é um factor desencadeante de stress que eu poderia evitar. O que interessa, no final de contas, é tirar o curso com as máximas competências que eu puder adquirir, o que nem sempre se reflecte em boas notas... mas eu sou assim. Este perfeccionismo mata-me...


Inté*

sábado, 26 de maio de 2012

'Tou cozida...

... para não dizer outra coisa.





Inté*

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Um trapinho



As consultas de saúde infantil são, sem qualquer sombra de dúvida, aquelas de que eu gosto mais. No Centro de Saúde onde estou a estagiar, estas consultas são dadas à 4ª-feira, de maneira que ali a meio da semana tenho a sorte de estar com os mais piquenos.

Na semana passada, vimos um menino com cerca de dois anos que não estava especialmente feliz por ir ao srº doutor. Entre outras coisas, o médico perguntou à mãe se ainda usava chupeta ao que ela respondeu que não.

- Não Doutor, chupeta já não usa... anda é sempre com aquele trapito. Ninguém lho pode tirar...

Foi então que reparei num pedacinho de tecido, provavelmente de um casaco, já muito usado, que o pequenito segurava numa das mãozinhas. Eu já não me lembro como ele se chamava, mas cada vez que me lembro desse episódio, vem-me logo à cabeça a imagem do Charlie Brown...


Inté*

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Projecto de Obélix


Gosto muito de petiscar qualquer coisa enquanto estudo. Não é uma boa prática porque o estudo já por si é uma actividade extremamente sedentária e não necessita de muitas calorias extra. Na verdade, um dos meus sonhos é comprar um daqueles pacotes XL de pipocas do cinema e comê-lo durante um momento de estudo intensivo.

Sabem que, e já agora que estamos numa de divagar, existem coisas que eu gosto de comer e que não podem ser comidas enquanto escrevo ou sublinho, como por exemplo, as cerejas. As cerejas implicam um caroço que deve ser retirado sempre que comemos o fruto e colocado no devido lugar, e não simplesmente cuspido para um lugar qualquer. Ora, eu sou a favor da elaboração de um pequeno dispositivo que nos poupe esse frete... o estudo já é tão triste! E fica ainda mais quando não posso comer cerejas... engenheiros deste país, sejam criativos!


  
Inté*