quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A pulga é um artrópode?

O Homem descobriu os antibióticos. O Homem já foi à Lua (há quem diga que não). O Homem constrói edifícios de toneladas de ferro e betão. O Homem consegue desviar o curso dos rios e fazer recuar o mar... e ainda assim, julgando-se portador de um estatuto de quase-deus, permanece tão vulnerável a uma entidade tão antiga e com a qual convive há tanto tempo: o amor.
Somos completamente indefesos a esta pequena pulga. A pequena pulga é capaz de deitar a baixo as nossas defesas mais resistentes, é capaz de tornar a mais sisuda das pessoas na mais alegre de todas. Ninguém me convence de que o amor não é uma espécie de patologia que nos altera os mediadores químicos cerebrais. Lá que induz respostas muito estranhas, lá isso induz!
Reparem bem que, à custa do amor, o Homem já voa há muitos anos, e já andou muitas vezes na Lua mesmo antes de ter inventado os foguetões e essa maquinaria assombrosa. Esta pulga não é de confiança... mas, ainda assim, ninguém quer matar a pulga.




Inté*

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Novo vício: canabis (brincadeirinha!)

Eu sou uma pessoa que não tem vícios, pelo menos não dos mais "tradicionais", se assim podemos dizer. Dizem que quem não tem dinheiro não tem vícios, pode ser que a justificação ande por aí...
 
Não fumo, não bebo e também não sou fã de café. As horas de estudo, os seminários, etc, são enfrentados à custa de muita força de vontade. Mas, quem me lê há algum tempo, sabe que sou muito amiga de pipocas e mostarda (individualmente, obviamente). E desde há algum tempo, não passo um dia sem comer.. tchan, tchan! Manteiga de amendoim! Barradinha no pão é qualquer coisa de divino! E se fôr em pão doce ainda melhor. Ainda por cima, a manteiga de amendoim é rica em proteínas e não tem colesterol... já experimentaram?
 
 
 
 
Inté*
 
 
PS: comemoremos o facto de este ter sido o primeiro post em que utilizo dois advérbios seguidos e tenho de admitir que soa horrivelmente...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Pizza e mozzarella

Inscrevi-me num curso de italiano. Sempre foi um desejo meu aprender esta língua. Um dia destes, começo a escrever-vos em italiano, que acham?...
 
As aulas começam já no dia 22 e acho que há-de haver muitos dias em que vou questionar o porquê de me ter metido nesta alhada, sobretudo tendo em conta que as aulas são das 19h às 21h... mas no final, vai compensar, eu sei!
 
 
 
 
Inté*

sábado, 6 de outubro de 2012

Uma aulinha de Anatomia

A cadeira de Anatomia é uma das piores cadeiras do nosso curso. Lembro-me perfeitamente de estar a estudar o texto descritivo de trajectos de artérias, etc, e nunca encontrar imagens onde fosse claro aquilo que estava escrito. Era um desespero!... Claro que existem muitas formas de estudar Anatomia, nomeadamente o estudo em seres humanos (mortos ou não) e nem todas têm fama de ser assim tão aborrecidas.
 
 
E tudo isto porque encontrei um poema que pode contribuir para um estudo mais ligeiro:
 
 
 
Quer seja curto ou comprido
Seja fino ou muito grosso
É um orgão muito querido
Por não ter espinhas nem osso.

De incalculável valor
De um só orgão, nada mais
Desempenha no amor
Um dos papéis principais.

Quando uma dama aparece
Ei-lo a pular com ardor
Se é rapaz novo estremece
Se é velho não tem vigor.

 
O seu nome não é feio
Tem sete letrinhas só
Tem um "r" e um "a" no meio
Começa em "c" e acaba em "o".

Nunca se encontra sózinho
Vive sempre acompanhado
Por uns outros orgãozinhos
Junto de si lado a lado.

O nome desses porém
Não oferece confusões
Tem sete letras também
Tem um "l" e acaba em "ões".
 
Não pensem ser culpa minha
E para evitar confusões
Os orgãos de que falei
São o "Coração" e os "Pulmões".
 
 
 
Inté*

PS: espero que tenham aproveitado o feriado de ontem como se fosse o último!...
 
 
 
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Tens o Mundo ao contrário...



Nem uma bandeira põem direita, quanto mais um país...



Inté*

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cada um por si...

Ontem, alguém me disse que, nos tempos que decorrem, não há outra solução se não cada um de zelar por si e aderir à modalidade do "salve-se quem puder". Dizia isto como fazendo uma referência a uma nova atitude, algo que constituía um imperativo para nos safarmos dos desafios e dificuldades que nos esperam.
 
Mas não é isto que temos feito toda a vida? Tentar ao máximo desenrascarmo-nos e os outros que se danem? Não vejo que esta forma de estar na vida traga algo de novo ao que já vivemos antes...
 
O mais provável é que seja esta atitude uma das  responsáveis pelo que vivenciamos agora. Parece-me que já vai sendo tempo de adoptar comportamentos realmente inovadores...
 
 
 
 
Inté*

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Meter o nariz onde não é chamado...

Ora bem, o estágio de Otorrino já se foi. Entre outras coisas, descobri que as nossas fossas nasais são praticamente um poço sem fundo. Se vocês vissem o que pode caber lá dentro! As nossas narinas, tão pequeninas, subestimam a capacidade hospedeira do nosso nariz, o que é uma pena...
 
Quanto aos caloiros, mal os vejo e quando os vejo, eles lá vão na sua vidinha, totalmente descontraídos, como se nada fosse. Caramba, um caloiro não anda pela faculdade de cabeça levantada! Caloiro que se preze borra-se todo quando ouve os nossos passos no corredor!... Das duas uma, ou o pessoal já não sabe praxar e impôr respeito, ou esta gente mais nova é demasiado prepotente.
 
Quando eu era caloira, só estava descansada durante as aulas. Todos os minutos que tínhamos de descanso eram aproveitados pelos Doutores para nos torturarem um bocadinho. Enfim, tudo muda.




Inté*