sábado, 28 de fevereiro de 2015

A primeira vez da cafeína

Ontem bebi o primeiro café da minha vida.
Toda uma vida de estudante sem beber um café que fosse, a fazer um esforço sobre-humano por manter as pálpebras abertas em algumas aulas, a fechá-las muitas vezes também, a estudar "para dentro", quando as forças não davam para mais e afinal... parece que o café não tem qualquer efeito em mim. Abençoado todo o dinheiro que poupei em cafés porque, pelo que vejo, teria adormecido na mesma.
 
 
 
Inté*

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Siga!...

E pronto. Os dois meses de estágio em Pediatria terminaram hoje. Dois meses cheios de novidades e algumas experiências caricatas... e muitos bicharocos, também. Gripes, pneumonias, bronquiolites... fazer urgências no Inverno não é brincadeira! Mas querem saber? Não me constipei! YEAHH! Sobrevivi incólume a todas as tentativas virais de síndromes gripais e outras (sim, porque também há uns vírus que preferem intestinos a pulmões e, sinceramente, a ter algum contágio, eu preferia os últimos).
 
Toquei pela primeira vez num bebé acabadinho de nascer. Tinha a pele tão quente, e era um pedacinho de futuro tão pequenino, com um cheiro adocicado que desapareceu assim que o limpámos com vigor, para o ouvir chorar cheio de força. Pensava muitas vezes que meninos e meninas seriam aqueles que eu via nascer (e conhecia primeiro até do que as próprias mamãs), em quem se tornariam um dia mais tarde e se algum dia nos voltaríamos a encontrar, sem nunca ter conhecimento ou lembrança desse pequenino laço que nos uniu tão cedo no inicio das suas vidas.
 
E na próxima semana, o que se segue?... Duas semaninhas em Oncologia!
 
 
 
Inté*
 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Feliz Dia dos Namorados!


Vá, vão lá ver as 50 Sombras de Grey... vão.
 
 
 
Inté*

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Estou à espera...

Quando é que sai aquele cartoon em que se apela à reconciliação e à paz?... É que estou à espera desse cartoon desde o dia do massacre ao Charlie Hebdo. Tive a ingénua esperança de que nós, ocidentais muito civilizados, evitássemos por uma vez responder nessa terrível moeda que é o rancor, que é o olho por olho, dente por dente. Não temos medo, tudo bem. Mas não ter medo implica mesmo perpetuar esta rixa em que "se eles não se calam, nós também não?". Porque se antes era a expressão da ironia e do humor (da arte, até), agora parece-me que a publicação constante deste género de cartoons, cuja matéria é a fé alheia, não passa de um gesto de vingança vazio e mesquinho.

Eu estava mesmo à espera que conseguíssemos mostrar que somos um pouquinho melhores. Que sabemos que todos os credos têm por base a ideia do bem e que não devemos julgar o todo pela parte. Mas não, continua a troca de galhardetes. Nós não matámos ninguém, mas entrámos no jogo.

Eu estava convencida de que nós iríamos dar uma bofetada de luva branca. Ah pah... estava à espera que alguém tivesse tido coragem para isso...



Inté*

domingo, 18 de janeiro de 2015

Sinto Muito

Terminei a semana passada a leitura o livro Sinto Muito de Nuno Lobo Antunes, onde o autor relata alguns dos casos que acompanhou enquanto neurologista e não só. Apesar da profundidade das histórias relatadas  e da comoção que inevitavelmente subjaz a algumas delas, nomeadamente, a doença oncológica em crianças, este não é um livro sombrio. Pelo contrário. É um livro onde se celebra a vida e o melhor do ser humano. É um livro que nos apresenta o médico como Homem e não como Deus. É, definitivamente, um livro que vale muito a pena ler.
 
 
 
 
 
"Sim, porque dentro de mim existia um oceano, e a parede do meu útero era um universo sem estrelas, noite perfeita, que as estrelas, às vezes, não deixam dormir. Doutor, ele cresceu dentro de mim. Não anuncie desgraças, privações, troças, desamores. O meu corpo é um casulo, dele só nascem borboletas"
 
 
 
Inté*
 
 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Aventuras num mundo paralelo...

Ora bem, como é que eu vou contar isto sem parecer uma pervertida... acho que não tenho muitas hipóteses, por isso, vou recorrer à espontaneidade e seja o que Deus quiser.
 
Estudante, inscreveu-se no ginásio no início de Janeiro. Estudante nunca tinha frequentado um ginásio e portanto, é uma espécie de aselha que, associada à inexperiência perfeitamente compreensível, apresenta também um grave problema de coordenação.
 
"ESQUERDA!"
 
E é ver-me levantar a perna direita.
 
"CRUZA!"
 
E é ver-me bloqueada durante 10 minutos a tentar perceber o que cruza com o quê e quando finalmente apanho o ritmo, já o exercício acabou.
 
Na aula de Jump (onde utilizamos trampolins), a minha preocupação era não acabar por saltar no trampolim do vizinho e na aula de cycling, estava a ver a hora em que saía disparada contra a parede. Em suma, sou daquelas pessoas que dá gosto ver fazer exercício.
 
Os problemas de coordenação e afins sofrem um considerável agravamento quando o mocinho que nos dá a aula é bem apessoado. Não sei ao certo para onde olhar e também é possível que me distraia de vez em quando e depois nunca mais apanho o fio à meada, e cresce em mim uma sensação de ridículo e tudo descamba por aí abaixo... E eu só penso: f*da-se... (eu não digo asneiras, mas às vezes vêm-me à cabeça...)
 
Também fui sujeita a uma espécie de avaliação em que nos medem, pesam, calculam percentagem de gordura, etc e tal... É importante referir que sou uma pessoa acelerada e a minha frequência cardíaca anda sempre à volta dos 80 bpm. A tensão medida fora de casa também costuma subir bastante, apesar de o meu normal andar por volta dos 110/70. Ora, acontece que quem fez a minha avaliação foi o mocinho jeitosinho. E eu tinha acabo de sair das urgências, o cabelo sabe Deus como, "e se ele se lembra da aula em que eu estava quase a desfalecer?", e eu só pensava: f*da-se!!!
 
A tensão estava nos 140 e a frequência cardíaca acima de 100...
 
"Não pense que esta aceleração é por si, ok lindinho? Por natureza, o meu ritmo é bastante elevado."
 
Como é óbvio, só disse a última parte.
O rapazinho disse que me ia fazer um plano de exercícios... Oh Deus. Já me estou a imaginar nas máquinas a tentar fazer o que ele me diz e a partir-me a rir. Coitado. Deus o ajude... e a mim também.


 

PS: não volto a falar em ginásio... a menos que aconteça algo realmente hilariante. Aliás, irritam-me as pessoas que estão constantemente a falar do ginásio. Se forem muito ao ginásio, acho que se nota, não é preciso estarem a bater no ceguinho.
 
 
Inté*

Virgulinas

Admito.
 
Eu tenho um problema com as vírgulas. Não sei se é a ânsia de querer dizer tudo que me faz, de vez em quando, ignorar estas pequenitas.

Aliás, quase aposto que já aqui há algumas a mais ou a menos...
 
 
Inté*