Agosto é, inevitavelmente, o mês dos avecs. Este estatuto, ganho por volta dos anos '70 não parece correr o risco de extinção e, dado o nosso panorama económico, está de óptima saúde e recomenda-se.
Aqui na região, família que se preze, tem pelo menos um avec ou dois. Eu tenho mais. Alguns já regressaram e já se fixaram definitivamente na sua cidade de origem, outros ainda vão e vêm todos os anos agora por esta altura. Daí que, todas as minhas alusões aos emigrantes portugueses não sejam mais do que uma caricatura (que às vezes subestima o comportamento de alguns, verdade seja dita...) daqueles que para mim sempre fizeram parte dos meus Verões.
Talvez agora o contraste entre aqueles que aqui estão permanentemente e os portugueses intermitentes seja menor. Mas quando Manhê era pequena, e sobretudo nesta região do Interior, avecs pareciam vindos de uma outra galáxia, com os seus grandes carros, elas muito bem vestidas e maquilhadas, conhecedoras de coisas que aqui nem se ouviam falar... enfim, um fenómeno. Traziam brinquedos e chocolates que faziam a alegria dos mais pequenos e a inexistência de meios de comunicação como aqueles que conhecemos hoje em dia, fazia da chegada dos "tios de França" o acontecimento do ano.
Agora, embora a internet vá mitigando mais a saudade, continua a ser bom tê-los de volta, sobretudo aqueles que nos visitam apenas uma vez por ano. E o principal impacto da chegada dos avecs já não é aquele que era... agora nota-se mais que estamos em Agosto porque esgotam os produtos dos Supermercados.
Txiii... que exagero Estudante! Pronto, está bem. É mais no Intermarché.
Inté*